A Netflix estreou na quarta-feira (13) o filme O Dia da Castração (Fixed), nova animação adulta dirigida por Genndy Tartakovsky, criador de clássicos como O Laboratório de Dexter e Samurai Jack. Produzido pela Sony Pictures Animation em parceria com a Renegade Animation e o estúdio brasileiro Lightstar, o longa aposta em um visual 2D tradicional e um humor que não teme ultrapassar limites.

A trama acompanha Bull, um cachorro que descobre que será castrado na manhã seguinte. Com apenas 24 horas para aproveitar sua “vida completa”, ele embarca em uma série de aventuras ao lado dos amigos, misturando festas, confusões e situações cada vez mais absurdas. O resultado é uma narrativa que equilibra vulgaridade, amizade e até momentos de reflexão.

Visual clássico com humor afiado

Diferente das animações digitais que dominam o mercado, O Dia da Castração aposta no traço desenhado à mão, inspirado em mestres como Tex Avery e Chuck Jones. A estética exagerada e a movimentação solta contrastam com o teor adulto das piadas, criando uma experiência visual única para o gênero.

Imagem do filme O Dia da Castração da Netflix
Cena do filme O Dia da Castração (foto: Reprodução/Netflix)

O roteiro, assinado por Tartakovsky e Jon Vitti, inclui não apenas humor escatológico e cenas explícitas, mas também temas como identidade e aceitação, especialmente explorados por meio de Frankie, um dobermann intersexo que se torna peça-chave na trama.

O que diz a crítica

A recepção até agora é dividida. No Rotten Tomatoes, o filme soma cerca de 70% de aprovação entre críticos, com elogios à ousadia artística e à coragem de investir em um projeto tão fora dos padrões atuais. O site Martin Cid Magazine destacou a capacidade da obra de mesclar provocação e emoção, chamando-a de “anomalia estética e industrial”.

Por outro lado, o jornal português Diário de Notícias criticou o humor como “simplista e grosseiro”, sugerindo que a vulgaridade nem sempre encontra propósito narrativo. Entre o público, as opiniões também se dividem: alguns espectadores o consideram “nojento” e “difícil de assistir”, enquanto outros destacam que, por trás do choque, existe uma mensagem sincera sobre amizade e viver o presente.

Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br