O catálogo da Netflix costuma resgatar produções que passaram quase despercebidas em seu lançamento original. Agora, quem voltou a chamar atenção do público é Tomb Raider: A Origem, adaptação cinematográfica do famoso videogame que, seis anos após chegar aos cinemas, aparece entre os títulos mais assistidos da plataforma no Brasil.
Estrelado por Alicia Vikander, o longa ganhou nova vida no streaming e passou a ser reavaliado por parte do público, especialmente por quem não teve contato com o filme em sua estreia. A redescoberta reacende uma discussão antiga: Tomb Raider: A Origem foi realmente mal recebido ou apenas incompreendido em seu tempo?

Tomb Raider: A Origem: a releitura mais pé no chão de Lara Croft
Diferente das versões dos anos 2000, estreladas por Angelina Jolie, o filme de 2018 aposta em uma abordagem mais realista da personagem Lara Croft. Aqui, a protagonista ainda não é a aventureira confiante e experiente que o público conhece dos jogos clássicos, mas uma jovem tentando sobreviver após o desaparecimento do pai.
Essa escolha narrativa aproxima o longa do reboot da franquia nos videogames lançado em 2013. A trama acompanha Lara em sua primeira grande jornada, marcada por erros, quedas, improvisos e aprendizado constante. Para muitos espectadores, esse tom menos fantasioso foi justamente o que afastou expectativas equivocadas na época do lançamento.
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Por que o filme foi subestimado?
Na época de sua estreia, Tomb Raider: A Origem enfrentou um cenário competitivo nos cinemas e expectativas pouco alinhadas com sua proposta. Parte do público esperava uma aventura mais grandiosa e fantasiosa, enquanto o filme optou por uma narrativa de sobrevivência, com ritmo mais contido e foco no desenvolvimento da protagonista.
Com o distanciamento do lançamento original, a chegada ao streaming permite uma leitura mais justa da produção. Sem a pressão do hype e das comparações imediatas, o longa se revela uma adaptação sólida, bem produzida e fiel à proposta de apresentar o nascimento de uma heroína.
Embora o filme não tenha sido um sucesso estrondoso de crítica, a performance de Alicia Vikander costuma ser apontada como um acerto consistente, sobretudo para quem revisita a obra sem o peso das comparações com outras versões.
O efeito Netflix e a redescoberta
O bom desempenho do filme na Netflix mostra como o streaming tem o poder de recontextualizar obras recentes. Para muitos espectadores, Tomb Raider: A Origem surge agora como uma opção eficiente de aventura, ação e drama, especialmente para quem busca histórias de origem bem definidas e personagens em construção.
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