Crítica Resident Evil: Zach Cregger acerta ao levar a essência dos jogos ao cinema
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Crítica Resident Evil: Zach Cregger acerta ao levar a essência dos jogos ao cinema

Zach Cregger mergulha no universo de Resident Evil com muito sangue, criaturas bizarras e referências para os fãs

Giulia Freitas

Por Giulia Freitas em 16 de setembro 2026

Quando uma encomenda especial para o Hospital Geral de Raccoon City cruza com a rota do entregador Bryan (Austin Abrams), o que deveria ser apenas mais um trabalho rapidamente se transforma em uma corrida pela sobrevivência contra criaturas bizarras.

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Resident Evil chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (17), com distribuição da Sony Pictures Brasil e direção de Zach Cregger. A história é inédita dentro do universo da franquia e coloca um protagonista completamente despreparado diante dos horrores de Raccoon City.

Entre momentos de tensão, jump scares, várias referências aos jogos e alívio cômico nos momentos certos, Cregger acerta novamente ao equilibrar terror, ação e humor sem deixar de lado a essência de Resident Evil.

  • A partir deste ponto, o texto pode conter spoilers do filme.

Resident Evil transforma a experiência dos jogos em cinema

Com uma direção afiada de Zach Cregger, Resident Evil entrega uma mistura de ação e o clássico survival horror da franquia, acompanhada de um protagonista bastante carismático. Bryan é um simples entregador de encomendas médicas que aceita levar uma encomenda do tipo A até o Hospital Geral de Raccoon City. E é aí que seus problemas começam.

Bryan é apenas um cara comum, sem qualquer treinamento de combate e que, até então, só tinha visto armas em videogames. E é justamente essa característica que torna o personagem tão interessante de acompanhar.

Imagem de Resident Evil (foto: Reprodução/Sony Pictures)
Austin Abrams se destaca como um protagonista improvável em meio ao terror de Raccoon City (foto: Reprodução/Sony Pictures)

Ao longo do filme, assim como acontece nos jogos de console, a direção brinca com diferentes pontos de vista para fazer com que o público realmente sinta a experiência de estar imerso naquele universo. Em alguns momentos, a ação e o suspense assumem uma perspectiva em primeira pessoa. Isso deixa as cenas ainda mais intensas e cria uma sensação muito próxima à de estar jogando.

Por ser uma pessoa comum, Bryan comete erros e acertos durante sua jornada. Ele se coloca em situações que um “clássico herói de ação”, supertreinado e cheio de habilidades — olá, Leon e Ada! — provavelmente evitaria. Porém, ele encara tudo isso com muito humor e sarcasmo. Isso ajuda a construir a personalidade do protagonista e deixa a experiência ainda mais divertida.

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Um prato cheio de Easter eggs para os fãs

Mesmo com Cregger reforçando em entrevistas que o filme funciona como uma história paralela à narrativa original dos jogos, os fãs de Resident Evil certamente vão encontrar diversas referências ao longo da produção.

As ervas medicinais, a máquina de escrever, as caixas de munição, cadeados impossíveis de abrir e diversos outros elementos aparecem de maneira bastante natural dentro da história. São detalhes que não necessariamente precisam ser reconhecidos para que o público aproveite o filme. No entanto, acabam chamando ainda mais a atenção de quem conhece a franquia.

E, seguindo a mesma lógica, nosso protagonista não possui munição infinita. Sabemos exatamente quantas balas ainda restam e começamos a torcer para que ele encontre uma nova arma o quanto antes. Da mesma forma, dá até para sentir a frustração quando Bryan perde ou desperdiça algum armamento.

Imagem de Resident Evil (foto: Reprodução/Sony Pictures)
Filme combina survival horror, humor e elementos dos jogos para criar uma experiencia brutal, sangrenta e divertida (foto: Reprodução/Sony Pictures)

Outra referência que chamou minha atenção está no visual de uma das criaturas apresentadas no filme, que lembra bastante as mutações associadas ao vírus Uroboros em Resident Evil 5. O longa não estabelece necessariamente uma ligação direta, mas é uma semelhança que pode chamar a atenção de quem conhece o jogo.

Afinal, Resident Evil vale a pena?

Acredito que fãs de suspense e terror, assim como os fãs da franquia, podem encontrar uma experiência bastante divertida. Porém, se você é extremamente apegado a cada pequeno detalhe da história original dos jogos e espera uma adaptação que siga fielmente todos os acontecimentos, talvez a proposta do filme não seja para você.

Os efeitos sonoros, a trilha sonora e a iluminação contribuem bastante para criar a atmosfera de terror e tensão. A escolha de ambientar boa parte da história em meio à neve também funciona muito bem. Isso reforça a sensação de isolamento e solidão.

Com uma dose de humor, jumpscares, terror, muito sangue, criaturas bizarras e cenas grotescas, Zach Cregger entrega uma experiência que consegue brincar com elementos conhecidos da franquia sem depender exclusivamente deles. E Austin Abrams está simplesmente sensacional no papel de Bryan. Ele carrega muito bem o personagem e seu humor diante das situações absurdas em que acaba se metendo.

O filme ainda deixa uma pequena abertura para uma possível sequência, mas de uma maneira que não compromete a história caso o projeto não continue. É um gancho que funciona tanto como possibilidade de futuro quanto como um encerramento aceitável para esta história.

No fim, Resident Evil entende que não precisa transformar Bryan em um novo Leon Kennedy para funcionar. Pelo contrário: é justamente acompanhando alguém completamente despreparado tentando sobreviver a uma situação absurda que o filme encontra boa parte de sua diversão.

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Pôster de Resident Evil

Resident Evil

16/09/2026 1h 30m

Nota do crítico

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