Crítica: 2ª temporada de The Last of Us começa corajosa, sombria e mais emocional do que nunca
PUBLICIDADE Depois de uma primeira temporada aclamada e cheia de momentos devastadores, The Last of Us retorna em grande estilo, ou melhor, em tom pesado e melancólico. O episódio de estreia da segunda temporada, intitulado Future Days, não perde tempo em mostrar que os tempos são outros, e que os traumas deixados pelo passado não […]
Notícias Por Lucas Emanuel
15 de abril de 2025 às 12h00
Depois de uma primeira temporada aclamada e cheia de momentos devastadores, The Last of Us retorna em grande estilo, ou melhor, em tom pesado e melancólico. O episódio de estreia da segunda temporada, intitulado Future Days, não perde tempo em mostrar que os tempos são outros, e que os traumas deixados pelo passado não só persistem… como também moldam cada passo que será dado daqui pra frente.
Cinco anos se passaram, e Ellie já não é mais a adolescente impulsiva que conhecemos. Agora mais madura, ela exala raiva contida e tristeza mal resolvida. Há algo de quebrado nela, algo que o episódio faz questão de mostrar sem dizer, através dos silêncios, dos olhares e das escolhas. A relação com Joel, antes calorosa, agora parece esfriar sob o peso de verdades não ditas. E é aí que mora um dos maiores méritos do episódio: ele entende que o silêncio pode gritar mais alto que qualquer diálogo.
Um início corajoso, mas com mudanças arriscadas
Sem medo de dividir o público, a série decide antecipar a aparição de Abby, personagem que divide opiniões desde o lançamento do segundo jogo. A introdução dela não vem apenas como prenúncio de conflito, mas como um aviso: essa temporada não será fácil de assistir, nem de digerir. E sinceramente? Ainda bem. The Last of Us nunca teve intenção de ser confortável, e isso continua muito claro aqui.

5000 Cobertas: a emocionante história real por trás do filme da Sessão da Tarde

O episódio não se prende a fórmulas ou à necessidade de agradar fãs. Ele opta por escolhas narrativas que priorizam ritmo, tensão e emoção, mesmo que isso signifique desviar um pouco da estrutura do game. O resultado é um capítulo de estreia que mexe com quem já conhece a história e ainda consegue surpreender quem chega sem saber o que esperar.
Atmosfera, atuações e direção em total sintonia em retorno de The Last of Us
O clima está mais pesado? Sim! Mas também está mais bonito, no sentido técnico. A fotografia aposta em tons frios, paisagens vastas e enquadramentos que isolam os personagens em um mundo onde a solidão é a regra. A direção segura se apoia nas atuações impecáveis de Bella Ramsey e Pedro Pascal, que entregam uma química tensa, marcada por mágoas e um afeto que luta para sobreviver.
Leia também
Aliás, Bella está em um novo patamar. Ellie é agora o coração pulsante da série, e Ramsey incorpora com perfeição uma jovem à beira do abismo emocional, prestes a ser engolida por um sentimento maior que ela.
[elementor-template id=”65656″]
Um recomeço que já carrega o peso do fim
Future Days não é apenas uma reintrodução. É um lembrete de que a história de The Last of Us nunca foi sobre heróis e vilões, mas sobre pessoas tentando sobreviver a um mundo quebrado. O episódio planta sementes de vingança, dor e redenção, e faz isso com a mesma coragem que marcou a primeira temporada.
Se a estreia já é intensa assim, é sinal de que o que vem por aí pode ser ainda mais visceral.
[elementor-template id=”70838″]
Siga o Séries em Cena no Instagram para não perder as próximas novidades sobre The Last of Us!
Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br
Veja tudo sobre HBO
Crítica: 2ª temporada de The Last of Us começa corajosa, sombria e mais emocional do que nunca
PUBLICIDADE Depois de uma primeira temporada aclamada e cheia de momentos devastadores, The Last of Us retorna em grande estilo, ou melhor, em tom pesado e melancólico. O episódio de estreia da segunda temporada, intitulado Future Days, não perde tempo em mostrar que os tempos são outros, e que os traumas deixados pelo passado não […]
Por Lucas Emanuel
15 de abril de 2025, 12h00

Depois de uma primeira temporada aclamada e cheia de momentos devastadores, The Last of Us retorna em grande estilo, ou melhor, em tom pesado e melancólico. O episódio de estreia da segunda temporada, intitulado Future Days, não perde tempo em mostrar que os tempos são outros, e que os traumas deixados pelo passado não só persistem… como também moldam cada passo que será dado daqui pra frente.
Cinco anos se passaram, e Ellie já não é mais a adolescente impulsiva que conhecemos. Agora mais madura, ela exala raiva contida e tristeza mal resolvida. Há algo de quebrado nela, algo que o episódio faz questão de mostrar sem dizer, através dos silêncios, dos olhares e das escolhas. A relação com Joel, antes calorosa, agora parece esfriar sob o peso de verdades não ditas. E é aí que mora um dos maiores méritos do episódio: ele entende que o silêncio pode gritar mais alto que qualquer diálogo.
Um início corajoso, mas com mudanças arriscadas
Sem medo de dividir o público, a série decide antecipar a aparição de Abby, personagem que divide opiniões desde o lançamento do segundo jogo. A introdução dela não vem apenas como prenúncio de conflito, mas como um aviso: essa temporada não será fácil de assistir, nem de digerir. E sinceramente? Ainda bem. The Last of Us nunca teve intenção de ser confortável, e isso continua muito claro aqui.

5000 Cobertas: a emocionante história real por trás do filme da Sessão da Tarde

O episódio não se prende a fórmulas ou à necessidade de agradar fãs. Ele opta por escolhas narrativas que priorizam ritmo, tensão e emoção, mesmo que isso signifique desviar um pouco da estrutura do game. O resultado é um capítulo de estreia que mexe com quem já conhece a história e ainda consegue surpreender quem chega sem saber o que esperar.
Atmosfera, atuações e direção em total sintonia em retorno de The Last of Us
O clima está mais pesado? Sim! Mas também está mais bonito, no sentido técnico. A fotografia aposta em tons frios, paisagens vastas e enquadramentos que isolam os personagens em um mundo onde a solidão é a regra. A direção segura se apoia nas atuações impecáveis de Bella Ramsey e Pedro Pascal, que entregam uma química tensa, marcada por mágoas e um afeto que luta para sobreviver.
Leia também
Aliás, Bella está em um novo patamar. Ellie é agora o coração pulsante da série, e Ramsey incorpora com perfeição uma jovem à beira do abismo emocional, prestes a ser engolida por um sentimento maior que ela.
[elementor-template id=”65656″]
Um recomeço que já carrega o peso do fim
Future Days não é apenas uma reintrodução. É um lembrete de que a história de The Last of Us nunca foi sobre heróis e vilões, mas sobre pessoas tentando sobreviver a um mundo quebrado. O episódio planta sementes de vingança, dor e redenção, e faz isso com a mesma coragem que marcou a primeira temporada.
Se a estreia já é intensa assim, é sinal de que o que vem por aí pode ser ainda mais visceral.
[elementor-template id=”70838″]
Siga o Séries em Cena no Instagram para não perder as próximas novidades sobre The Last of Us!
Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br
Veja tudo sobre HBO

DTF St. Louis tem quantos episódios? Veja o calendário de lançamento na HBO Max

O Cavaleiro dos Sete Reinos: 2ª temporada ganha detalhes oficiais; veja o que muda

O Cavaleiro dos Sete Reinos: que horas estreia o 6º e último episódio na HBO Max?

O Cavaleiro dos Sete Reinos: que horas estreia o 5º e penúltimo episódio na HBO Max?