Crítica: 2ª temporada de The Last of Us começa corajosa, sombria e mais emocional do que nunca

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Crítica: 2ª temporada de The Last of Us começa corajosa, sombria e mais emocional do que nunca Notícias
Nova temporada de The Last of Us começa mais emocional do que nunca (foto: Reprodução/HBO)
Lucas Emanuel

Por Lucas Emanuel

15 de abril de 2025 às 12h00

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Depois de uma primeira temporada aclamada e cheia de momentos devastadores, The Last of Us retorna em grande estilo, ou melhor, em tom pesado e melancólico. O episódio de estreia da segunda temporada, intitulado Future Days, não perde tempo em mostrar que os tempos são outros, e que os traumas deixados pelo passado não só persistem… como também moldam cada passo que será dado daqui pra frente.

Cinco anos se passaram, e Ellie já não é mais a adolescente impulsiva que conhecemos. Agora mais madura, ela exala raiva contida e tristeza mal resolvida. Há algo de quebrado nela, algo que o episódio faz questão de mostrar sem dizer, através dos silêncios, dos olhares e das escolhas. A relação com Joel, antes calorosa, agora parece esfriar sob o peso de verdades não ditas. E é aí que mora um dos maiores méritos do episódio: ele entende que o silêncio pode gritar mais alto que qualquer diálogo.

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Um início corajoso, mas com mudanças arriscadas

Sem medo de dividir o público, a série decide antecipar a aparição de Abby, personagem que divide opiniões desde o lançamento do segundo jogo. A introdução dela não vem apenas como prenúncio de conflito, mas como um aviso: essa temporada não será fácil de assistir, nem de digerir. E sinceramente? Ainda bem. The Last of Us nunca teve intenção de ser confortável, e isso continua muito claro aqui.

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O episódio não se prende a fórmulas ou à necessidade de agradar fãs. Ele opta por escolhas narrativas que priorizam ritmo, tensão e emoção, mesmo que isso signifique desviar um pouco da estrutura do game. O resultado é um capítulo de estreia que mexe com quem já conhece a história e ainda consegue surpreender quem chega sem saber o que esperar.

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Atmosfera, atuações e direção em total sintonia em retorno de The Last of Us

O clima está mais pesado? Sim! Mas também está mais bonito, no sentido técnico. A fotografia aposta em tons frios, paisagens vastas e enquadramentos que isolam os personagens em um mundo onde a solidão é a regra. A direção segura se apoia nas atuações impecáveis de Bella Ramsey e Pedro Pascal, que entregam uma química tensa, marcada por mágoas e um afeto que luta para sobreviver.

Aliás, Bella está em um novo patamar. Ellie é agora o coração pulsante da série, e Ramsey incorpora com perfeição uma jovem à beira do abismo emocional, prestes a ser engolida por um sentimento maior que ela.

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Um recomeço que já carrega o peso do fim

Future Days não é apenas uma reintrodução. É um lembrete de que a história de The Last of Us nunca foi sobre heróis e vilões, mas sobre pessoas tentando sobreviver a um mundo quebrado. O episódio planta sementes de vingança, dor e redenção, e faz isso com a mesma coragem que marcou a primeira temporada.

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Se a estreia já é intensa assim, é sinal de que o que vem por aí pode ser ainda mais visceral.

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Sobre o autor
Lucas Emanuel

Lucas Emanuel

Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br