REVIEW: Legacies – 1ª Temporada
PUBLICIDADE Com o fim de The Originals em agosto de 2018, o universo criado por Julie Plec parecia encerrado. Para evitar que a mitologia inaugurada em The Vampire Diaries se perdesse, surgiu Legacies, série que retorna a Mystic Falls com novas histórias e uma protagonista que carrega o peso de toda a linhagem Mikaelson. A […]
Reviews Com o fim de The Originals em agosto de 2018, o universo criado por Julie Plec parecia encerrado. Para evitar que a mitologia inaugurada em The Vampire Diaries se perdesse, surgiu Legacies, série que retorna a Mystic Falls com novas histórias e uma protagonista que carrega o peso de toda a linhagem Mikaelson.
A trama começa dois anos após os eventos finais de TO e acompanha Hope Mikaelson, interpretada por Danielle Rose Russell, em sua jornada dentro da Escola Salvatore para Jovens Superdotados.
A Escola Salvatore como novo centro da narrativa
A série estrutura sua proposta em torno da Escola Salvatore, criada por Caroline Forbes e Alaric Saltzman para orientar jovens que precisam controlar suas habilidades sobrenaturais. Hope divide espaço com Alaric, Josie, Lizzie, Landon, Rafael e outros estudantes que encaram criaturas e desafios em ritmo acelerado. Participações de rostos conhecidos como Matt Donovan, Jeremy Gilbert e Jo Parker oferecem pontos de conexão com o passado e funcionam como afago emocional para quem acompanhou TVD e TO.

Critica: A Grande Inundação

Apesar desse aceno ao legado da franquia, Legacies assume um tom inteiramente adolescente. A escolha pode ter sido planejada para atrair um novo público, mas afasta parte dos espectadores que cresceram com as séries anteriores. Sem essas pequenas referências, dificilmente a temporada inicial sustentaria o interesse dos fãs mais antigos.
Um excesso de criaturas e referências sem direção
Legacies estreia com ritmo ágil e disposição para abraçar qualquer elemento do folclore sobrenatural. Em poucos episódios, surgem bruxas, lobisomens, híbridos, tríbridos, medusas e até um dragão. A mistura busca dinamismo, mas revela falta de foco. A série tenta dialogar não apenas com o universo de Julie Plec, mas também com outras sagas populares. A Escola Salvatore lembra o quadribol de Harry Potter com pinceladas de Teen Wolf e referências que evocam Percy Jackson. O resultado é uma colagem de ideias conhecidas, nem sempre bem executadas.
Leia também
Momentos que resgatam o peso do universo original
Entre os pontos fortes da temporada, destacam-se as homenagens sutis. O memorial para Stefan Salvatore, a presença da filha de Elena e Damon e os cenários que remetem à geração de personagens que moldaram o universo sobrenatural da CW aquecem o coração dos fãs. Esses instantes provam que Legacies poderia ter seguido caminhos mais maduros e emocionalmente potentes.

A dinâmica das gêmeas Josie e Lizzie também merece elogios. Kaylee Bryant e Jenny Boyd entregam performances que revelam nuances e conflitos internos importantes, especialmente considerando a maldição da família Gemini, que deve ganhar ainda mais destaque nas próximas temporadas.
Uma temporada instável que tenta se encontrar
A primeira temporada se apoia em romances adolescentes, conflitos de colegial e resolução rápida de problemas. Falta originalidade na criação de monstros e criatividade na construção de ameaças. Mesmo como spin-off, Legacies exagera na tentativa de inserir elementos de outras franquias e perde força ao diluir sua própria identidade.
Mesmo com tropeços, a série mostra potencial quando abraça o sobrenatural com elementos já consolidados em TVD e TO. Os momentos em que a narrativa respira e permite que os personagens evoluam são os que mais funcionam.
Redatora do site Séries em Cena. Assessora de imprensa, galaxy defender e fã Nº1 de How I Met Your Mother. Sempre entregando vídeos de shows de qualidade duvidosa lá no Instagram. E-mail: mayara@seriesemcena.com.br
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REVIEW: Legacies – 1ª Temporada
PUBLICIDADE Com o fim de The Originals em agosto de 2018, o universo criado por Julie Plec parecia encerrado. Para evitar que a mitologia inaugurada em The Vampire Diaries se perdesse, surgiu Legacies, série que retorna a Mystic Falls com novas histórias e uma protagonista que carrega o peso de toda a linhagem Mikaelson. A […]
Por Mayara
01 de maio de 2019, 14h54 · Atualizado em 09/12/2025

Com o fim de The Originals em agosto de 2018, o universo criado por Julie Plec parecia encerrado. Para evitar que a mitologia inaugurada em The Vampire Diaries se perdesse, surgiu Legacies, série que retorna a Mystic Falls com novas histórias e uma protagonista que carrega o peso de toda a linhagem Mikaelson.
A trama começa dois anos após os eventos finais de TO e acompanha Hope Mikaelson, interpretada por Danielle Rose Russell, em sua jornada dentro da Escola Salvatore para Jovens Superdotados.
A Escola Salvatore como novo centro da narrativa
A série estrutura sua proposta em torno da Escola Salvatore, criada por Caroline Forbes e Alaric Saltzman para orientar jovens que precisam controlar suas habilidades sobrenaturais. Hope divide espaço com Alaric, Josie, Lizzie, Landon, Rafael e outros estudantes que encaram criaturas e desafios em ritmo acelerado. Participações de rostos conhecidos como Matt Donovan, Jeremy Gilbert e Jo Parker oferecem pontos de conexão com o passado e funcionam como afago emocional para quem acompanhou TVD e TO.

Critica: A Grande Inundação

Apesar desse aceno ao legado da franquia, Legacies assume um tom inteiramente adolescente. A escolha pode ter sido planejada para atrair um novo público, mas afasta parte dos espectadores que cresceram com as séries anteriores. Sem essas pequenas referências, dificilmente a temporada inicial sustentaria o interesse dos fãs mais antigos.
Um excesso de criaturas e referências sem direção
Legacies estreia com ritmo ágil e disposição para abraçar qualquer elemento do folclore sobrenatural. Em poucos episódios, surgem bruxas, lobisomens, híbridos, tríbridos, medusas e até um dragão. A mistura busca dinamismo, mas revela falta de foco. A série tenta dialogar não apenas com o universo de Julie Plec, mas também com outras sagas populares. A Escola Salvatore lembra o quadribol de Harry Potter com pinceladas de Teen Wolf e referências que evocam Percy Jackson. O resultado é uma colagem de ideias conhecidas, nem sempre bem executadas.
Leia também
Momentos que resgatam o peso do universo original
Entre os pontos fortes da temporada, destacam-se as homenagens sutis. O memorial para Stefan Salvatore, a presença da filha de Elena e Damon e os cenários que remetem à geração de personagens que moldaram o universo sobrenatural da CW aquecem o coração dos fãs. Esses instantes provam que Legacies poderia ter seguido caminhos mais maduros e emocionalmente potentes.

A dinâmica das gêmeas Josie e Lizzie também merece elogios. Kaylee Bryant e Jenny Boyd entregam performances que revelam nuances e conflitos internos importantes, especialmente considerando a maldição da família Gemini, que deve ganhar ainda mais destaque nas próximas temporadas.
Uma temporada instável que tenta se encontrar
A primeira temporada se apoia em romances adolescentes, conflitos de colegial e resolução rápida de problemas. Falta originalidade na criação de monstros e criatividade na construção de ameaças. Mesmo como spin-off, Legacies exagera na tentativa de inserir elementos de outras franquias e perde força ao diluir sua própria identidade.
Mesmo com tropeços, a série mostra potencial quando abraça o sobrenatural com elementos já consolidados em TVD e TO. Os momentos em que a narrativa respira e permite que os personagens evoluam são os que mais funcionam.
Redatora do site Séries em Cena. Assessora de imprensa, galaxy defender e fã Nº1 de How I Met Your Mother. Sempre entregando vídeos de shows de qualidade duvidosa lá no Instagram. E-mail: mayara@seriesemcena.com.br



