Lançado nesta última sexta-feira (15), o filme A Noite Sempre Chega já desperta a curiosidade dos assinantes da Netflix. A produção estrelada por Vanessa Kirby acompanha uma corrida contra o tempo em que a protagonista Lynette tenta conseguir dinheiro suficiente para salvar a casa da família em Portland.
Em meio a dilemas morais, violência e lembranças dolorosas, o longa mergulha em temas como pobreza, desigualdade e sacrifício pessoal. Mas afinal, qual é o final de A Noite Sempre Chega e o que ele significa? Se você assistiu ao filme e quer entender melhor o final, o Séries em Cena explica toda a história.

O que acontece no final de A Noite Sempre Chega
Na reta final do filme, Lynette já passou por tudo: roubo, traições, reencontros traumáticos e até a negociação de drogas para tentar levantar os US$ 25 mil necessários. Depois de uma noite intensa, ela retorna para casa com o dinheiro, mas descobre que todo o esforço foi em vão.
Sua mãe, Doreen (Jennifer Jason Leigh), revela que nunca teve a intenção de assinar os papéis da compra da casa e, pior, sabotou a filha ao gastar parte da quantia em um carro. O corretor ainda confirma que o imóvel foi vendido a outro comprador que ofereceu mais. Ou seja: a luta de Lynette não teve o resultado esperado.
No desfecho, Doreen decide mudar com o filho Kenny (Zack Gottsagen) para a casa de uma amiga, deixando Lynette de fora. A protagonista então se despede do irmão, deixa cartas e algum dinheiro, e parte sozinha ao amanhecer. A última cena mostra a personagem dirigindo rumo ao desconhecido, encerrando a jornada com um misto de derrota e libertação.
O que o final significa e o destino de Lynette
O final de A Noite Sempre Chega pode parecer cruel à primeira vista, já que Lynette não conquista seu objetivo principal. No entanto, a mensagem vai além: o filme mostra como pessoas comuns são esmagadas por um sistema injusto, em que o sonho de estabilidade financeira é constantemente frustrado.

Ainda assim, há um ganho emocional. Ao decidir ir embora, Lynette escolhe a si mesma pela primeira vez, rompendo com a dependência familiar e com as marcas de um passado abusivo. A estrada aberta no último plano simboliza tanto a incerteza quanto a esperança de um novo começo.
Mais do que explicar “quem morre” ou “se Lynette morre” — a resposta é não —, o longa propõe uma reflexão amarga: às vezes, sobreviver e seguir em frente já é a vitória possível.
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