

Crítica | Verity brinca com a verdade, mas consegue surpreender até o fim?
Com Anne Hathaway e Dakota Johnson, adaptação de Colleen Hoover aposta na dúvida entre verdade e manipulação, mas perde força em alguns momentos

Por Giulia Freitas em 30 de setembro 2026
Mais uma obra de sucesso da autora Colleen Hoover chega aos cinemas nesta quinta-feira (1º). Com Anne Hathaway, Dakota Johnson e Josh Hartnett no elenco principal, Verity chega às telonas pronto para brincar com aquilo que acreditamos ser verdade. E, principalmente, com a nossa capacidade de confiar em quem está contando a história.
- A partir daqui, o texto pode conter spoilers sobre o filme.
O filme nos convida a entrar na casa dos Crawford após a famosa autora Verity Crawford ficar paraplégica devido a um acidente. Seu marido, Jeremy, então convida Lowen, uma jovem escritora em ascensão, para concluir o último livro de uma das séries de Verity. Tudo muda quando Lowen encontra um manuscrito perturbador. A partir daí, ela começa a questionar o que é verdade ou não naquela história — e, principalmente, naquela casa.

O longa brinca com as diferentes versões apresentadas ao longo da trama e nos faz desconfiar de praticamente todos os personagens. Inclusive da própria Verity. Afinal, estamos diante de uma mulher que não pode contar sua própria versão dos acontecimentos? Ou de alguém que encontrou uma maneira bastante peculiar de manipular todos ao seu redor?
As diferenças em relação ao livro
Verity apresenta algumas diferenças em relação ao livro, incluindo a ausência de uma cena bastante perturbadora e aguardada pelos fãs, além de outras alterações na história.
Na minha opinião, essas mudanças não prejudicam tanto o desenvolvimento da trama. Porém, o ritmo acaba sendo um dos pontos que mais me incomodaram. A narrativa é bastante lenta em determinados momentos. Além disso, algumas cenas que deveriam carregar mais tensão acabam sendo quebradas por piadas que, para mim, parecem um pouco fora de hora.
Ainda assim, acredito que os fãs do livro podem apreciar as escolhas feitas na adaptação, mesmo com algumas ressalvas. Afinal, transportar uma obra literária inteira para o cinema é praticamente impossível, e algumas mudanças são necessárias para que a história funcione em outra mídia.
O problema é que, mesmo mantendo a essência da trama, senti falta de uma atmosfera mais sufocante e perturbadora em alguns momentos.
Leia também
Anne Hathaway e Dakota Johnson roubam a cena
Se existe algo que funciona muito bem em Verity, são as atuações do elenco principal. Anne Hathaway se destaca no papel de Verity, principalmente na maneira como a personagem consegue manipular as pessoas ao seu redor por meio das diferentes versões de sua história. A atriz consegue fazer com que até mesmo os momentos mais silenciosos da personagem carreguem uma certa tensão.

Dakota Johnson também funciona muito bem como Lowen. A personagem está constantemente tentando descobrir em quem confiar, mas também é alguém que acredita naquilo que lhe convém. Dakota consegue transmitir justamente esse lado mais ingênuo — e, ao mesmo tempo, conveniente — da protagonista. Com isso, faz o público comprar algumas de suas decisões mesmo quando elas parecem questionáveis. E talvez seja justamente essa ambiguidade que torne o trio de personagens tão interessante.
Manuscrito ou carta?
Para quem, assim como eu, chegou ao cinema sem ter lido o livro, Verity funciona como um bom thriller psicológico. Tem suspense, jogos mentais e algumas boas cenas de humor, ainda que nem todas apareçam nos melhores momentos.
Apesar do ritmo mais lento, o filme conseguiu me prender muito mais nos momentos finais, quando a história finalmente começa a acelerar e a grande dúvida passa a dominar tudo: devemos acreditar no manuscrito ou na carta?
Inclusive, senti que o filme acaba pesando um pouco mais para um dos lados nessa decisão. Mas essa é uma conclusão que prefiro deixar para cada espectador tirar depois da sessão.
E é justamente aí que está a essência da história: em quem podemos confiar?
Até onde Verity é uma narradora confiável? E Lowen? Será que estamos acompanhando os acontecimentos por meio de uma protagonista que realmente está tentando descobrir a verdade ou apenas de alguém que acredita na versão que mais lhe convém?
No fim, Verity é, sim, um bom filme. Porém, para mim, fica um pouco distante de ser uma grande adaptação do livro de Colleen Hoover. A essência da história está ali, os personagens estão bem representados e o mistério continua funcionando. Contudo, faltou ao longa aquela sensação de desconforto que faz o livro ser tão marcante.
E agora quero saber de vocês:
Vocês são #TimeManuscrito e acreditam que Verity seria capaz de fazer tudo aquilo ou #TimeCarta, apostando em uma espécie de “semi-redenção” para a personagem?
- Adicione o Séries em Cena às suas Fontes Favoritas do Google para receber nossos conteúdos com mais frequência.

Mais uma obra de sucesso da autora Colleen Hoover chega aos cinemas nesta quinta-feira (1º). Com Anne Hathaway, Dakota Johnson e Josh Hartnett no elenco principal, Verity chega às telonas pronto para brincar com aquilo que acreditamos ser verdade. E, principalmente, com a nossa capacidade de confiar em quem está contando a história.
- A partir daqui, o texto pode conter spoilers sobre o filme.
O filme nos convida a entrar na casa dos Crawford após a famosa autora Verity Crawford ficar paraplégica devido a um acidente. Seu marido, Jeremy, então convida Lowen, uma jovem escritora em ascensão, para concluir o último livro de uma das séries de Verity. Tudo muda quando Lowen encontra um manuscrito perturbador. A partir daí, ela começa a questionar o que é verdade ou não naquela história — e, principalmente, naquela casa.

O longa brinca com as diferentes versões apresentadas ao longo da trama e nos faz desconfiar de praticamente todos os personagens. Inclusive da própria Verity. Afinal, estamos diante de uma mulher que não pode contar sua própria versão dos acontecimentos? Ou de alguém que encontrou uma maneira bastante peculiar de manipular todos ao seu redor?
As diferenças em relação ao livro
Verity apresenta algumas diferenças em relação ao livro, incluindo a ausência de uma cena bastante perturbadora e aguardada pelos fãs, além de outras alterações na história.
Na minha opinião, essas mudanças não prejudicam tanto o desenvolvimento da trama. Porém, o ritmo acaba sendo um dos pontos que mais me incomodaram. A narrativa é bastante lenta em determinados momentos. Além disso, algumas cenas que deveriam carregar mais tensão acabam sendo quebradas por piadas que, para mim, parecem um pouco fora de hora.
Ainda assim, acredito que os fãs do livro podem apreciar as escolhas feitas na adaptação, mesmo com algumas ressalvas. Afinal, transportar uma obra literária inteira para o cinema é praticamente impossível, e algumas mudanças são necessárias para que a história funcione em outra mídia.
O problema é que, mesmo mantendo a essência da trama, senti falta de uma atmosfera mais sufocante e perturbadora em alguns momentos.
Leia também
Anne Hathaway e Dakota Johnson roubam a cena
Se existe algo que funciona muito bem em Verity, são as atuações do elenco principal. Anne Hathaway se destaca no papel de Verity, principalmente na maneira como a personagem consegue manipular as pessoas ao seu redor por meio das diferentes versões de sua história. A atriz consegue fazer com que até mesmo os momentos mais silenciosos da personagem carreguem uma certa tensão.

Dakota Johnson também funciona muito bem como Lowen. A personagem está constantemente tentando descobrir em quem confiar, mas também é alguém que acredita naquilo que lhe convém. Dakota consegue transmitir justamente esse lado mais ingênuo — e, ao mesmo tempo, conveniente — da protagonista. Com isso, faz o público comprar algumas de suas decisões mesmo quando elas parecem questionáveis. E talvez seja justamente essa ambiguidade que torne o trio de personagens tão interessante.
Manuscrito ou carta?
Para quem, assim como eu, chegou ao cinema sem ter lido o livro, Verity funciona como um bom thriller psicológico. Tem suspense, jogos mentais e algumas boas cenas de humor, ainda que nem todas apareçam nos melhores momentos.
Apesar do ritmo mais lento, o filme conseguiu me prender muito mais nos momentos finais, quando a história finalmente começa a acelerar e a grande dúvida passa a dominar tudo: devemos acreditar no manuscrito ou na carta?
Inclusive, senti que o filme acaba pesando um pouco mais para um dos lados nessa decisão. Mas essa é uma conclusão que prefiro deixar para cada espectador tirar depois da sessão.
E é justamente aí que está a essência da história: em quem podemos confiar?
Até onde Verity é uma narradora confiável? E Lowen? Será que estamos acompanhando os acontecimentos por meio de uma protagonista que realmente está tentando descobrir a verdade ou apenas de alguém que acredita na versão que mais lhe convém?
No fim, Verity é, sim, um bom filme. Porém, para mim, fica um pouco distante de ser uma grande adaptação do livro de Colleen Hoover. A essência da história está ali, os personagens estão bem representados e o mistério continua funcionando. Contudo, faltou ao longa aquela sensação de desconforto que faz o livro ser tão marcante.
E agora quero saber de vocês:
Vocês são #TimeManuscrito e acreditam que Verity seria capaz de fazer tudo aquilo ou #TimeCarta, apostando em uma espécie de “semi-redenção” para a personagem?
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