

Crítica | Sobrenatural: Agora Entre Nós
Novo capitulo da franquia aposta mais na tensão e no terror psicológico, mas não consegue reproduzir completamente o medo dos filmes anteriores

Por Giulia Freitas em 20 de agosto 2026
Com direção de Jacob Chase, Sobrenatural: Agora Entre Nós estreia no Brasil nesta quinta-feira (20), com distribuição da Sony Pictures Brasil. O longa marca um novo capítulo da franquia Sobrenatural (Insidious) e, apesar de apresentar uma nova história e personagens, mantém elementos conhecidos da saga enquanto busca renovar sua abordagem do terror.
A trama acompanha Gemma (Amelia Eve) e sua filha Maya (Island Austin). Gemma possui habilidades especiais que permitem transitar entre planos astrais e trazer objetos de O Além para o mundo real. A partir dessa habilidade, mãe e filha acabam envolvidas em uma nova ameaça sobrenatural.
ATENÇÃO: A partir deste ponto, o texto pode conter spoilers do filme.
Sobrenatural: Agora Entre Nós tem bons sustos, mas falta medo
Ao longo de suas 1h46, o filme entrega bons sustos e consegue construir momentos de tensão. No entanto, para mim, existe uma diferença importante quando comparado aos capítulos anteriores. Neste novo filme, falta um pouco mais de medo.
Enquanto os outros títulos da franquia equilibravam jumpscares, tensão e aquela sensação genuína de estar diante de algo assustador, Agora Entre Nós aposta mais no desconforto e no terror psicológico. Algumas cenas incomodam e a atmosfera prende a atenção, mas nem sempre o resultado provoca aquele medo que marcou Sobrenatural.
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Existem sequências em que a tensão realmente funciona. A direção sabe prolongar alguns momentos e brincar com o que pode surgir em cena. Ainda assim, senti falta daquela sensação de medo que fazia certos trechos dos filmes anteriores continuarem na cabeça depois dos créditos.
Um dos pontos positivos é o retorno de Lin Shaye como Elise. A atriz continua excelente no papel e sua presença fortalece alguns momentos da produção. Mesmo com uma nova protagonista no centro da história, Elise consegue roubar a cena sempre que aparece.
Lin Shaye conhece bem a personagem e entrega novamente uma atuação que combina com a atmosfera da franquia. Sua presença também ajuda a manter a ligação com os filmes anteriores.
O vilão poderia ter sido melhor desenvolvido
Por outro lado, Cyrus, interpretado por Sam Spruell, foi um dos elementos que menos me convenceu. O filme apresenta suas intenções e sua ligação com Gemma, mas suas motivações poderiam ter sido trabalhadas com mais profundidade.
Considerando a dimensão dos poderes da protagonista, o antagonista acaba parecendo pouco ameaçador. Também faltou explorar melhor seu passado e a forma como ele se tornou aquela ameaça. Isso poderia ter dado mais peso ao personagem e deixado o confronto final mais interessante.
Em alguns momentos, a presença do vilão parece perdida dentro do roteiro, como se existisse uma história maior por trás dele. A ideia da entidade funciona, mas a execução não aproveita completamente seu potencial.

Apesar disso, o filme encontra espaço para momentos de descontração, com cenas capazes de arrancar risadas do público e aliviar a tensão. Ainda assim, faltou aquele elemento extra para fazer o terror realmente se destacar.
Afinal, Sobrenatural: Agora Entre Nós vale a pena?
No geral, Sobrenatural: Agora Entre Nós é um bom filme e consegue manter características importantes da franquia. Os sustos funcionam, a tensão prende e Lin Shaye continua sendo um dos grandes pontos positivos do longa.
Porém, quando colocado lado a lado com os cinco filmes anteriores, o novo capítulo deixa a sensação de que poderia ter ido além. Isso acontece principalmente na construção do medo e no desenvolvimento da nova ameaça. Ainda assim, para quem acompanha Sobrenatural, o filme entrega uma experiência competente.
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Com direção de Jacob Chase, Sobrenatural: Agora Entre Nós estreia no Brasil nesta quinta-feira (20), com distribuição da Sony Pictures Brasil. O longa marca um novo capítulo da franquia Sobrenatural (Insidious) e, apesar de apresentar uma nova história e personagens, mantém elementos conhecidos da saga enquanto busca renovar sua abordagem do terror.
A trama acompanha Gemma (Amelia Eve) e sua filha Maya (Island Austin). Gemma possui habilidades especiais que permitem transitar entre planos astrais e trazer objetos de O Além para o mundo real. A partir dessa habilidade, mãe e filha acabam envolvidas em uma nova ameaça sobrenatural.
ATENÇÃO: A partir deste ponto, o texto pode conter spoilers do filme.
Sobrenatural: Agora Entre Nós tem bons sustos, mas falta medo
Ao longo de suas 1h46, o filme entrega bons sustos e consegue construir momentos de tensão. No entanto, para mim, existe uma diferença importante quando comparado aos capítulos anteriores. Neste novo filme, falta um pouco mais de medo.
Enquanto os outros títulos da franquia equilibravam jumpscares, tensão e aquela sensação genuína de estar diante de algo assustador, Agora Entre Nós aposta mais no desconforto e no terror psicológico. Algumas cenas incomodam e a atmosfera prende a atenção, mas nem sempre o resultado provoca aquele medo que marcou Sobrenatural.
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Existem sequências em que a tensão realmente funciona. A direção sabe prolongar alguns momentos e brincar com o que pode surgir em cena. Ainda assim, senti falta daquela sensação de medo que fazia certos trechos dos filmes anteriores continuarem na cabeça depois dos créditos.
Um dos pontos positivos é o retorno de Lin Shaye como Elise. A atriz continua excelente no papel e sua presença fortalece alguns momentos da produção. Mesmo com uma nova protagonista no centro da história, Elise consegue roubar a cena sempre que aparece.
Lin Shaye conhece bem a personagem e entrega novamente uma atuação que combina com a atmosfera da franquia. Sua presença também ajuda a manter a ligação com os filmes anteriores.
O vilão poderia ter sido melhor desenvolvido
Por outro lado, Cyrus, interpretado por Sam Spruell, foi um dos elementos que menos me convenceu. O filme apresenta suas intenções e sua ligação com Gemma, mas suas motivações poderiam ter sido trabalhadas com mais profundidade.
Considerando a dimensão dos poderes da protagonista, o antagonista acaba parecendo pouco ameaçador. Também faltou explorar melhor seu passado e a forma como ele se tornou aquela ameaça. Isso poderia ter dado mais peso ao personagem e deixado o confronto final mais interessante.
Em alguns momentos, a presença do vilão parece perdida dentro do roteiro, como se existisse uma história maior por trás dele. A ideia da entidade funciona, mas a execução não aproveita completamente seu potencial.

Apesar disso, o filme encontra espaço para momentos de descontração, com cenas capazes de arrancar risadas do público e aliviar a tensão. Ainda assim, faltou aquele elemento extra para fazer o terror realmente se destacar.
Afinal, Sobrenatural: Agora Entre Nós vale a pena?
No geral, Sobrenatural: Agora Entre Nós é um bom filme e consegue manter características importantes da franquia. Os sustos funcionam, a tensão prende e Lin Shaye continua sendo um dos grandes pontos positivos do longa.
Porém, quando colocado lado a lado com os cinco filmes anteriores, o novo capítulo deixa a sensação de que poderia ter ido além. Isso acontece principalmente na construção do medo e no desenvolvimento da nova ameaça. Ainda assim, para quem acompanha Sobrenatural, o filme entrega uma experiência competente.
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