O lançamento do filme Salve Geral: Irmandade nesta quarta-feira (11), marca a primeira expansão oficial do universo criado pela série Irmandade, produção brasileira da Netflix que estreou em 2019 e ganhou segunda temporada em 2022. Diferente de um reboot ou história paralela, o filme funciona como continuação direta dos acontecimentos já estabelecidos.

A trama do longa se apoia nas tensões acumuladas ao longo da série e retoma personagens fundamentais da narrativa original. Para quem acompanhou as temporadas anteriores, o filme não apenas revisita rostos conhecidos, mas também aprofunda conflitos que já estavam em curso.

Cena do filme Salve Geral: Irmandade
Cristina assume posição estratégica em Salve Geral: Irmandade (foto: Reprodução/Netflix)

Cristina segue como peça estratégica da facção em Irmandade

Na série, Cristina (Naruna Costa) começa como uma advogada que se vê forçada a se infiltrar na organização criminosa liderada pelo próprio irmão. Ao longo das temporadas, ela deixa de ser apenas observadora e passa a ocupar posição central na estrutura da Irmandade.

No filme, a personagem retorna ainda mais integrada ao núcleo da facção. Sua postura é menos ingênua e mais estratégica. O dilema moral que marcou sua trajetória continua presente, mas agora inserido em um cenário mais explosivo e imediato. O longa reforça o arco de transformação que a série construiu.

Edson permanece como símbolo da organização

Edson, interpretado por Seu Jorge na série, continua sendo figura-chave dentro do universo narrativo. Líder da Irmandade e referência para os membros da facção, ele representa o poder e a ideologia do grupo.

Em Salve Geral: Irmandade, sua influência permanece determinante. Mesmo quando não ocupa o centro de todas as cenas, suas decisões e seu passado moldam os acontecimentos. O filme reforça que a estrutura da organização ainda gira em torno do legado construído por ele nas temporadas anteriores.

Elisa ganha protagonismo no filme

Uma das principais diferenças entre série e filme está na ampliação do papel de Elisa (Camilla Damião), filha de Edson. Citada anteriormente, ela passa a ocupar posição central na narrativa do longa.

Criada distante do universo do crime, Elisa se torna peça crucial dentro do conflito que move o filme. Ao trazer a jovem para o centro da crise, o roteiro amplia o drama familiar já estabelecido na série e adiciona uma nova camada emocional à história.

Além desses personagens, também aparecem no filme:

  • David Santos — personagem Borges no longa. 
  • Elzio Vieira — parte do elenco que contribui para o conflito central. 
  • Enio (Ênio) Cavalcante como Anselmo — presença no núcleo da facção. 
  • Hermila Guedes como Darlene — reforça o elenco com experiência e peso. 
  • Lee Taylor — intérprete de Ivan, personagem ligado ao universo da facção. 
  • Marcélia Cartaxo — presença no elenco com papel relevante no enredo. 
  • Stefani Mota — participa da história em papel de apoio. 
  • Samurai Cria — reforça o time de atores do filme. 

Continuação direta ou história isolada?

Salve Geral: Irmandade não se passa antes da série e tampouco reinicia a narrativa. O filme funciona como continuação dentro do mesmo universo, explorando as consequências das estruturas de poder e das alianças construídas anteriormente.

Ao manter personagens centrais e aprofundar suas relações, o longa consolida a proposta de universo expandido da produção brasileira da Netflix. Para quem já acompanhava a série, o filme amplia o alcance da história. Para novos espectadores, ele apresenta um capítulo intenso de um conflito que já vinha sendo desenhado.

Para não perder nenhuma estreia do streaming, siga o Séries em Cena no WhatsApp.

Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br