Mais do que uma história comovente de superação, Rainha de Katwe, exibido nesta segunda-feira (19) na Sessão da Tarde da TV Globo, é um retrato fiel da vida de Phiona Mutesi, uma jovem que cresceu em uma das regiões mais pobres de Uganda e se tornou uma campeã de xadrez reconhecida internacionalmente. A produção da Disney, estrelada por Lupita Nyong’o e David Oyelowo, é baseada em fatos reais.

Phiona nasceu no bairro de Katwe, uma comunidade carente em Kampala, capital de Uganda. Sem acesso regular à escola e enfrentando dificuldades extremas, sua vida começou a mudar aos 9 anos, quando conheceu Robert Katende, um missionário que oferecia aulas de xadrez para crianças da região como parte de um projeto social. Foi ali que ela descobriu uma habilidade natural para o jogo — e passou a enxergar um caminho possível além da pobreza.

Determinada, Phiona se destacou rapidamente entre os colegas e começou a disputar torneios nacionais. Em pouco tempo, ganhou visibilidade internacional e passou a representar Uganda em competições como as Olimpíadas Mundiais de Xadrez, disputando com atletas de todo o mundo.

Imagem do filme Rainha de Katwe
Cena do filme Rainha de Katwe (foto: Reprodução/Disney)

A adaptação para o cinema

A história de Phiona Mutesi foi contada originalmente em uma reportagem da ESPN assinada pelo jornalista Tim Crothers, que mais tarde virou livro e chamou a atenção da Disney. O estúdio produziu o filme Rainha de Katwe, lançado em 2016, com direção de Mira Nair e filmagens realizadas em locações reais em Uganda. No papel da mãe de Phiona, Lupita Nyong’o entrega uma performance intensa, enquanto David Oyelowo interpreta o técnico Robert Katende.

A atriz ugandense Madina Nalwanga, escolhida para interpretar Phiona, também vem de uma origem humilde, o que trouxe ainda mais verdade ao papel. O filme teve estreia no Festival de Toronto e foi amplamente elogiado pela crítica pela sensibilidade, autenticidade cultural e mensagem de empoderamento.

Um legado que vai além do xadrez

Hoje, Phiona Mutesi é mais do que uma atleta: ela é um símbolo de esperança. Sua história inspira milhares de jovens africanos e já foi apresentada em conferências internacionais, campanhas de educação e projetos sociais. Com o apoio de ONGs e instituições educacionais, ela também atua como mentora para outras meninas em situação de vulnerabilidade.

Ao final do filme, os créditos mostram imagens reais de Phiona e das pessoas retratadas na trama um lembrete de que essa não é uma ficção bem escrita, mas uma vida real transformada pela educação, pela oportunidade e pela persistência.

Rainha de Katwe é uma prova de que talento pode florescer onde menos se espera e de que, com apoio e determinação, é possível virar o jogo, no xadrez e na vida.

Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br