Tragédia

Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia: a história real por trás do documentário da Netflix

Documentário da Netflix revela a história real do Costa Concordia e os erros que levaram à tragédia

Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia: a história real por trás do documentário da Netflix Filmes
Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia reconstrói a tragédia que deixou 32 mortos (foto: Divulgação/Netflix)
Igor

Por Igor

14 de julho de 2026 às 11h27

O filme Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia chegou à Netflix na última sexta-feira (10/07) apresentando uma reconstrução de uma das maiores tragédias marítimas da história recente. Dirigido por Chiara Messineo, o documentário combina imagens inéditas, gravações internas e relatos de passageiros e tripulantes que sobreviveram ao desastre ocorrido em janeiro de 2012. 

O filme acompanha desde os primeiros momentos da viagem até a evacuação desordenada do cruzeiro, mostrando como uma noite de entretenimento se transformou em uma luta pela sobrevivência. A produção busca entender como uma mudança desnecessária na rota e a demora em reconhecer a gravidade do acidente contribuíram para a morte de 32 pessoas.

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A história real envolve decisões equivocadas, informações escondidas dos passageiros e um capitão que deixou a embarcação enquanto centenas de pessoas ainda aguardavam resgate. O caso resultou em julgamentos, mudanças nas regras internacionais de segurança e uma operação bilionária para retirar o navio do local.

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Costa Concordia permaneceu parcialmente submerso após atingir rochas próximas à Ilha de Giglio, na Itália (foto: Reprodução/Netflix)

Uma mudança de rota iniciou o desastre

O Costa Concordia deixou a cidade italiana de Civitavecchia em 13 de janeiro de 2012 levando 3.206 passageiros e 1.023 tripulantes. O cruzeiro seguiria pelo Mediterrâneo, mas desviou de sua rota planejada para passar próximo à Ilha de Giglio, na região da Toscana. 

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A manobra, conhecida como saudação marítima, permite que uma embarcação se aproxime do litoral e use suas sirenes para cumprimentar quem está em terra. Segundo a reconstrução apresentada pela Netflix, o capitão Francesco Schettino decidiu fazer a aproximação depois de um pedido relacionado a um funcionário que tinha familiares na ilha. 

Por volta das 21h45, o navio atingiu uma formação rochosa submersa. O impacto abriu uma grande ruptura no casco, permitindo que a água alcançasse compartimentos internos e provocasse um apagão. Sem energia e com áreas importantes alagadas, a embarcação começou a perder estabilidade e a inclinar para o lado direito. 

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Passageiros foram informados de que havia apenas um apagão

Mesmo diante dos danos, os passageiros não receberam imediatamente a orientação para abandonar o navio. Os primeiros comunicados atribuíram o problema a uma falha elétrica e afirmaram que a situação estava sob controle, levando algumas pessoas a retornarem aos quartos enquanto a água continuava entrando na embarcação. 

Quando a Guarda Costeira italiana entrou em contato, Schettino e integrantes da ponte de comando minimizaram a emergência. A ordem oficial de evacuação foi emitida mais de uma hora depois da colisão, quando o Costa Concordia já apresentava uma inclinação que dificultava a descida dos botes salva-vidas. 

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O abandono do navio colocou o capitão no centro do caso

Schettino deixou o Costa Concordia antes que todos os passageiros e tripulantes fossem retirados. Ele alegou posteriormente que havia caído em um bote devido à inclinação do navio, mas investigadores e promotores rejeitaram sua versão. Cerca de 300 pessoas ainda estavam a bordo quando os últimos integrantes da ponte de comando partiram. 

Ao todo, 32 pessoas morreram. Algumas ficaram presas dentro da embarcação, enquanto outras caíram ou saltaram no mar durante a tentativa de fuga. O último corpo relacionado ao desastre foi localizado somente em 2014, mais de dois anos depois da colisão. 

Schettino foi condenado a 16 anos de prisão

O julgamento concluiu que a conduta do capitão antes e depois do impacto agravou as consequências do acidente. Schettino foi considerado culpado por homicídio culposo múltiplo, provocar o naufrágio e abandonar os passageiros. A sentença de 16 anos foi confirmada após o encerramento dos recursos, e Schettino começou a cumprir a pena em 2017.

Outros funcionários aceitaram acordos judiciais, enquanto a Costa Cruzeiros pagou uma multa corporativa de € 1 milhão e realizou diferentes acordos de indenização com passageiros e familiares.

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Sobre o autor
Igor

Igor

Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br