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Moana pode causar prejuízo de mais de US$ 100 milhões à Disney

Live-action estreou abaixo das projeções e pode provocar um prejuízo superior a US$ 100 milhões para o estúdio

Moana pode causar prejuízo de mais de US$ 100 milhões à Disney Filmes
Moana estreou abaixo das expectativas e pode provocar um prejuízo milionário para a Disney (foto: Reprodução/Disney)
Danilo Miranda

Por Danilo Miranda

13 de julho de 2026 às 18h07

O live-action de Moana estreou abaixo das expectativas e acendeu um alerta na Disney. Mesmo liderando as bilheterias dos Estados Unidos, o filme arrecadou apenas US$ 43 milhões no mercado norte-americano durante seu primeiro fim de semana em cartaz.

Com os US$ 52 milhões obtidos em outros países, a produção alcançou aproximadamente US$ 95 milhões mundialmente. O resultado preocupa diante do orçamento estimado em US$ 250 milhões, valor que ainda não inclui os gastos realizados pelo estúdio com divulgação e distribuição.

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A abertura abaixo das projeções coloca Moana como candidato ao maior prejuízo da Disney em 2026. O desempenho final ainda dependerá das próximas semanas, mas o longa precisará apresentar uma permanência muito acima do normal para evitar perdas milionárias.

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Moana pode dar prejuízo superior a US$ 100 milhões

Antes da estreia, a Variety informou que os serviços de monitoramento projetavam uma abertura entre US$ 60 milhões e US$ 65 milhões nos Estados Unidos. Com US$ 43 milhões, o filme terminou o fim de semana pelo menos US$ 17 milhões abaixo da parte mais conservadora dessa previsão.

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De acordo com a Deadline, Moana pode provocar uma perda entre US$ 100 milhões e US$ 125 milhões para a Disney caso encerre sua trajetória mundial com aproximadamente US$ 250 milhões. O cálculo considera o orçamento, os custos adicionais e a parcela da arrecadação que permanece com as redes de cinema.

Catherine Laga’aia como Moana navegando pelo oceano no live-action da Disney
Cena do filme em live-action de Moana (foto: Reprodução/Disney)

O valor ainda não representa uma perda oficialmente confirmada pela Disney. Receitas futuras obtidas com o Disney+, televisão, venda digital e produtos licenciados podem reduzir o impacto, mas dificilmente serão suficientes para transformar o remake em um sucesso financeiro.

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Live-action ficou abaixo das animações

O desempenho se torna ainda mais preocupante quando comparado aos capítulos anteriores da franquia. A animação lançada em 2016 estreou com US$ 56,6 milhões nos Estados Unidos e terminou sua trajetória comercial com mais de US$ 640 milhões arrecadados mundialmente.

Moana 2 alcançou um resultado ainda maior em 2024, superando a marca de US$ 1 bilhão. O sucesso da continuação mostrava que a personagem continuava popular, mas também pode ter prejudicado o interesse por uma nova versão da mesma história pouco tempo depois.

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A proximidade entre os lançamentos teria diminuído a sensação de novidade do remake. Ao contrário de adaptações baseadas em animações lançadas décadas atrás, Moana retorna apenas dez anos depois do original, que segue disponível no Disney+ e ainda está presente na memória do público.

Críticas também pesaram contra o filme

A recepção da imprensa especializada aumentou a pressão sobre o lançamento. Moana registrou aproximadamente 33% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, colocando o filme entre as adaptações em live-action mais mal avaliadas da fase recente da Disney.

Parte das análises questionou a necessidade de refazer uma animação tão recente sem apresentar grandes mudanças na história, nas músicas ou na construção das cenas. A sensação de repetição teria dificultado a criação de um evento capaz de levar o público novamente aos cinemas.

Entre os espectadores, porém, a resposta foi mais positiva. O filme alcançou cerca de 90% de aprovação entre usuários verificados e recebeu a nota A- no CinemaScore. Essa diferença pode ajudar na sustentação, mas o orçamento elevado e a estreia fraca tornam uma recuperação completa cada vez mais improvável.

Sobre o autor
Danilo Miranda

Danilo Miranda

Jornalista especializado em entretenimento e cultura pop. Com mais de oito anos de experiência, sou um dos fundadores do Séries em Cena, onde atuo como editor-chefe. Também trabalhei como repórter no portal TV Pop. Apaixonado por televisão, streaming e futebol, tenho como série favorita How I Met Your Mother.