Leviticus: conheça a história do terror que chamou a atenção da crítica internacional
Filme australiano chamou atenção da crítica internacional e ainda não tem data confirmada no Brasil
Filmes Por Danilo Miranda
18 de junho de 2026 às 22h33
Leviticus (Levítico em tradução livre) estreou nesta quinta-feira (18) na Austrália em meio à boa repercussão conquistada no circuito de festivais. Escrito e dirigido por Adrian Chiarella, o filme, que ainda não tem uma data de lançamento no Brasil, mistura horror sobrenatural, romance queer e crítica religiosa em uma história marcada por medo e repressão.
A produção acompanha Naim e Ryan, dois adolescentes que vivem em uma comunidade conservadora e começam a desenvolver uma relação amorosa. Quando esse vínculo é descoberto, os dois são levados a um ritual que deveria apagar seus sentimentos, mas acaba abrindo espaço para uma ameaça muito mais perigosa.
Uma história de desejo em uma comunidade conservadora
A trama de Leviticus nasce da aproximação entre Naim e Ryan, dois jovens que tentam entender o próprio desejo dentro de um ambiente onde esse sentimento não pode ser vivido livremente. A comunidade religiosa ao redor deles transforma a relação em algo proibido, vigiado e tratado como ameaça.

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Esse ponto de partida faz o terror do filme começar antes mesmo da entrada do sobrenatural. O medo dos protagonistas não vem apenas da criatura que aparece depois, mas também da pressão social que tenta controlar seus corpos, suas escolhas e seus sentimentos.

O ritual que transforma repressão em ameaça
Quando a relação entre Naim e Ryan é descoberta, os dois são submetidos a um ritual religioso que deveria “corrigir” aquilo que sentem. A tentativa de repressão, no entanto, não resolve nada e acaba servindo como porta de entrada para o verdadeiro pesadelo da história.
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Em entrevista ao The Guardian, Adrian Chiarella explicou que não queria associar sexualidade à ideia de possessão. “Quanto mais eu explorava isso diretamente como uma ideia para um filme de terror, mais parecia justificar a crença que aquelas pessoas tinham sobre um ‘demônio gay’. Então comecei a perguntar: ‘Bem, qual é o oposto disso?’”, afirmou.
A crítica destaca o peso emocional do horror
A crítica internacional tem tratado Leviticus como um terror que não depende apenas da criatura para causar desconforto. O que mais chama atenção é a forma como o filme transforma o medo em algo emocional, fazendo a ameaça sobrenatural nascer de um ambiente marcado por repressão, culpa e intolerância.
Os elogios também passam pela direção de Adrian Chiarella e pela relação entre Joe Bird e Stacy Clausen, apontada como peça central para o horror funcionar. Mais do que um filme sobre uma entidade, Leviticus vem sendo lido como uma história sobre o estrago provocado quando o desejo de dois jovens é tratado como algo a ser combatido.
O elenco principal traz Joe Bird como Naim e Stacy Clausen como Ryan. A produção também conta com Mia Wasikowska, Jeremy Blewitt, Ewen Leslie, Davida McKenzie, Nicholas Hope, Zahra Newman e Edwina Wren, reunindo nomes ligados ao cinema australiano.
Acompanhe o Séries em Cena no Google Notícias e também no Instagram para não perder novidades sobre Leviticus.
Jornalista especializado em entretenimento e cultura pop. Com mais de oito anos de experiência, sou um dos fundadores do Séries em Cena, onde atuo como editor-chefe. Também trabalhei como repórter no portal TV Pop. Apaixonado por televisão, streaming e futebol, tenho como série favorita How I Met Your Mother.
Veja tudo sobre Adrian Chiarella
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Por Danilo Miranda
18 de junho de 2026, 22h33

Leviticus (Levítico em tradução livre) estreou nesta quinta-feira (18) na Austrália em meio à boa repercussão conquistada no circuito de festivais. Escrito e dirigido por Adrian Chiarella, o filme, que ainda não tem uma data de lançamento no Brasil, mistura horror sobrenatural, romance queer e crítica religiosa em uma história marcada por medo e repressão.
A produção acompanha Naim e Ryan, dois adolescentes que vivem em uma comunidade conservadora e começam a desenvolver uma relação amorosa. Quando esse vínculo é descoberto, os dois são levados a um ritual que deveria apagar seus sentimentos, mas acaba abrindo espaço para uma ameaça muito mais perigosa.
Uma história de desejo em uma comunidade conservadora
A trama de Leviticus nasce da aproximação entre Naim e Ryan, dois jovens que tentam entender o próprio desejo dentro de um ambiente onde esse sentimento não pode ser vivido livremente. A comunidade religiosa ao redor deles transforma a relação em algo proibido, vigiado e tratado como ameaça.

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O ritual que transforma repressão em ameaça
Quando a relação entre Naim e Ryan é descoberta, os dois são submetidos a um ritual religioso que deveria “corrigir” aquilo que sentem. A tentativa de repressão, no entanto, não resolve nada e acaba servindo como porta de entrada para o verdadeiro pesadelo da história.
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Em entrevista ao The Guardian, Adrian Chiarella explicou que não queria associar sexualidade à ideia de possessão. “Quanto mais eu explorava isso diretamente como uma ideia para um filme de terror, mais parecia justificar a crença que aquelas pessoas tinham sobre um ‘demônio gay’. Então comecei a perguntar: ‘Bem, qual é o oposto disso?’”, afirmou.
A crítica destaca o peso emocional do horror
A crítica internacional tem tratado Leviticus como um terror que não depende apenas da criatura para causar desconforto. O que mais chama atenção é a forma como o filme transforma o medo em algo emocional, fazendo a ameaça sobrenatural nascer de um ambiente marcado por repressão, culpa e intolerância.
Os elogios também passam pela direção de Adrian Chiarella e pela relação entre Joe Bird e Stacy Clausen, apontada como peça central para o horror funcionar. Mais do que um filme sobre uma entidade, Leviticus vem sendo lido como uma história sobre o estrago provocado quando o desejo de dois jovens é tratado como algo a ser combatido.
O elenco principal traz Joe Bird como Naim e Stacy Clausen como Ryan. A produção também conta com Mia Wasikowska, Jeremy Blewitt, Ewen Leslie, Davida McKenzie, Nicholas Hope, Zahra Newman e Edwina Wren, reunindo nomes ligados ao cinema australiano.
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Jornalista especializado em entretenimento e cultura pop. Com mais de oito anos de experiência, sou um dos fundadores do Séries em Cena, onde atuo como editor-chefe. Também trabalhei como repórter no portal TV Pop. Apaixonado por televisão, streaming e futebol, tenho como série favorita How I Met Your Mother.


