No desfecho de Faça Ela Voltar, a personagem Laura (Sally Hawkins) revela sua obsessão em trazer de volta a filha Cathy, morta anos antes. Guiada por fitas antigas que ensinam rituais ocultos, ela decide usar Piper (Sora Wong), sua filha adotiva, como receptáculo para a alma da menina. A trama ganha contornos ainda mais perturbadores quando Oliver, o misterioso garoto mudo, é revelado como parte central do ritual.

A cada cena, fica claro que Laura está disposta a ultrapassar todos os limites. O luto se transforma em loucura e a linha entre amor e destruição se apaga.

Tragédia e arrependimento

Quando Andy (Billy Barratt) tenta salvar a irmã, acaba sendo afogado pela própria Laura em uma sequência brutal. É o momento em que o terror psicológico atinge seu auge: a mulher que deveria proteger as crianças se transforma em sua maior ameaça.

Na hora decisiva, Piper é levada para a piscina, onde Laura inicia o ritual. A jovem, desesperada, grita “mamãe” — palavra que Cathy usava para chamar a mãe. Esse gesto rompe a obsessão de Laura, que hesita e, tomada pelo peso da culpa, interrompe o sacrifício. Piper consegue escapar viva, ferida, mas resiliente.

Imagem do filme Faça Ela Voltar
Cena do filme Faça Ela Voltar (foto: Reprodução/Sony)

O destino de cada personagem

  • Piper: sobrevive ao ritual, tornando-se o símbolo de resistência diante do horror.

  • Andy: sua morte funciona como um sacrifício doloroso que expõe a gravidade da obsessão de Laura.

  • Oliver/Connor: libertado da possessão demoníaca, retorna à própria identidade após o fracasso do ritual.

  • Laura: consumida pela dor, termina sozinha na piscina, segurando o corpo da filha morta, entregue ao desespero.

O que significa o final

O desfecho de Faça Ela Voltar vai além do gore e do choque visual. Ele funciona como uma metáfora sobre os perigos do luto e da incapacidade de lidar com a perda. Laura encarna uma mãe que ama tanto a filha que prefere destruir tudo ao redor para tê-la de volta, mas a lembrança de Cathy em um simples “mamãe” é suficiente para revelar sua humanidade.

Para a crítica, o final é brutal, mas carrega um lampejo de redenção. Piper resiste, Connor se liberta e Laura encara a impossibilidade de reverter a morte. A mensagem final é clara: há dores que não podem ser revertidas, e insistir em desafiá-las pode abrir as portas para o terror absoluto.

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Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br