Review: (Des)encanto (Disenchantment) 2018 – 1ª temporada
PUBLICIDADE A Netflix aposta novamente na animação adulta com (Des)encanto, criação de Matt Groening, conhecido por Os Simpsons e Futurama. A produção acompanha Bean, uma princesa problemática que vive entre o caos, a bebida e decisões impulsivas. Ao seu lado estão Luci, um pequeno demônio enviado por uma organização misteriosa, e Elfo, personagem que abandona […]
Reviews A Netflix aposta novamente na animação adulta com (Des)encanto, criação de Matt Groening, conhecido por Os Simpsons e Futurama. A produção acompanha Bean, uma princesa problemática que vive entre o caos, a bebida e decisões impulsivas. Ao seu lado estão Luci, um pequeno demônio enviado por uma organização misteriosa, e Elfo, personagem que abandona seu reino perfeito em busca de algo mais.
O trio se torna a força central de uma narrativa que mistura crítica social, aventura e fantasia no Reino dos Sonhos.
Humor afiado e uma dublagem brasileira que surpreende na adaptação
O humor característico de Groening está presente e se apoia em temas sensíveis como machismo, religião e desigualdade. Nem todas as piadas funcionam da mesma forma para o público brasileiro na versão original em inglês, e isso torna a dublagem nacional um ponto de destaque.

Critica: A Grande Inundação

A equipe de adaptação incorporou elementos da cultura digital brasileira com naturalidade, criando momentos em que o texto funciona até melhor que o original. Há pequenos excessos, principalmente quando um meme surge sem necessidade, mas as melhores cenas mostram que a dublagem entende o timing e o espírito da série.
Qualidade técnica surpreendente dentro do catálogo de animações da Netflix
A parte técnica impressiona. A animação flui com naturalidade e evidencia um cuidado raro em produções seriadas do streaming. As transições que combinam elementos 2D e 3D ao redor do castelo reforçam a construção de mundo criada por Groening e ampliam a experiência visual. É um trabalho detalhado que valoriza cenários, movimentos e o ritmo narrativo.
Leia também
Uma primeira temporada sólida que prepara terreno para uma expansão maior
A série ainda não alcança todo seu potencial e parte dessa limitação vem do formato enxuto de dez episódios imposto pela plataforma. Algumas tramas parecem precisar de mais espaço para se desenvolverem, especialmente na metade da temporada. Mesmo assim, o desfecho apresenta um gancho instigante que projeta possibilidades mais amplas para os próximos capítulos.
(Des)encanto se destaca pelo humor inteligente, pela estética bem trabalhada e pelo mundo que mistura fantasia e crítica social. É uma produção que dialoga com o estilo já consagrado de Matt Groening e encontra seu próprio caminho dentro da linha de animações da Netflix.
Jornalista apaixonado por séries.
Veja tudo sobre Notícia
Review: (Des)encanto (Disenchantment) 2018 – 1ª temporada
PUBLICIDADE A Netflix aposta novamente na animação adulta com (Des)encanto, criação de Matt Groening, conhecido por Os Simpsons e Futurama. A produção acompanha Bean, uma princesa problemática que vive entre o caos, a bebida e decisões impulsivas. Ao seu lado estão Luci, um pequeno demônio enviado por uma organização misteriosa, e Elfo, personagem que abandona […]
Por Gabriel Aquino
31 de agosto de 2018, 16h10 · Atualizado em 08/12/2025

A Netflix aposta novamente na animação adulta com (Des)encanto, criação de Matt Groening, conhecido por Os Simpsons e Futurama. A produção acompanha Bean, uma princesa problemática que vive entre o caos, a bebida e decisões impulsivas. Ao seu lado estão Luci, um pequeno demônio enviado por uma organização misteriosa, e Elfo, personagem que abandona seu reino perfeito em busca de algo mais.
O trio se torna a força central de uma narrativa que mistura crítica social, aventura e fantasia no Reino dos Sonhos.
Humor afiado e uma dublagem brasileira que surpreende na adaptação
O humor característico de Groening está presente e se apoia em temas sensíveis como machismo, religião e desigualdade. Nem todas as piadas funcionam da mesma forma para o público brasileiro na versão original em inglês, e isso torna a dublagem nacional um ponto de destaque.

Critica: A Grande Inundação

A equipe de adaptação incorporou elementos da cultura digital brasileira com naturalidade, criando momentos em que o texto funciona até melhor que o original. Há pequenos excessos, principalmente quando um meme surge sem necessidade, mas as melhores cenas mostram que a dublagem entende o timing e o espírito da série.
Qualidade técnica surpreendente dentro do catálogo de animações da Netflix
A parte técnica impressiona. A animação flui com naturalidade e evidencia um cuidado raro em produções seriadas do streaming. As transições que combinam elementos 2D e 3D ao redor do castelo reforçam a construção de mundo criada por Groening e ampliam a experiência visual. É um trabalho detalhado que valoriza cenários, movimentos e o ritmo narrativo.
Leia também
Uma primeira temporada sólida que prepara terreno para uma expansão maior
A série ainda não alcança todo seu potencial e parte dessa limitação vem do formato enxuto de dez episódios imposto pela plataforma. Algumas tramas parecem precisar de mais espaço para se desenvolverem, especialmente na metade da temporada. Mesmo assim, o desfecho apresenta um gancho instigante que projeta possibilidades mais amplas para os próximos capítulos.
(Des)encanto se destaca pelo humor inteligente, pela estética bem trabalhada e pelo mundo que mistura fantasia e crítica social. É uma produção que dialoga com o estilo já consagrado de Matt Groening e encontra seu próprio caminho dentro da linha de animações da Netflix.



