O Volume 2 da última temporada de Stranger Things, lançado pela Netflix nesta quinta (25), trouxe respostas que a série vinha adiando desde o fim do Volume 1. Entre elas, uma das mais comentadas envolve Vecna (Jamie Campbell Bower) e sua decisão de manter distância da caverna associada a Max (Sadie Sink), um espaço que, até então, parecia vulnerável dentro do Upside Down.

Desde a quarta temporada, Max ocupa um lugar singular na narrativa: ela sobreviveu ao ataque de Vecna, ficou entre a vida e a morte e passou a funcionar como um elo instável entre dimensões. No Volume 2, a série deixa claro que esse estado incompleto cria uma zona de risco que o vilão evita deliberadamente.

Atenção: o trecho a seguir contém spoilers do Volume 2.

Henry criança em cena de flashback no Volume 2 de Stranger Things 5
Cena do volume 2 de Stranger Things 5 (foto: Reprodução/Netflix)

A memória que Vecna tenta evitar e como Stranger Things revela isso

O Volume 2 também sugere que a razão mais profunda para Vecna evitar a caverna, dentro de Camazotz, está ligada a uma memória que ele próprio criou naquele espaço quando ainda era Henry, muito antes de assumir sua forma definitiva no Upside Down.

Durante o sexto episódio da quinta temporada, Henry entra na caverna ao se deparar com um homem visivelmente assustado, carregando uma maleta. Tentando acalmá-lo, o garoto se aproxima de forma inocente, mas acaba sendo atingido por um tiro na mão. A reação violenta vem em seguida: tomado pela revolta, Henry pega uma pedra do chão e mata o homem ali mesmo, dentro da caverna.

Esse momento marca um ponto de ruptura silencioso na psique do personagem. A caverna passa a funcionar como um refúgio mental distorcido, onde medo, culpa e violência se misturam antes mesmo de Henry compreender plenamente seus próprios poderes.

No Volume 2, a série indica que o espaço onde Max “vive” no Upside Down se sobrepõe simbolicamente a essa memória reprimida. Entrar na caverna significaria forçar Vecna a reviver o instante em que deixou de ser apenas uma criança perturbada para se tornar algo irreversível. Por isso, ele evita o local não por incapacidade física, mas por rejeição emocional.

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O que a maleta que Henry abre revela?

Volume 2 deixa claro que a maleta aberta por Henry na caverna carrega mais peso simbólico do que respostas imediatas. A série não mostra o que há dentro, mas os indícios apontam para uma ligação direta com os experimentos de Hawkins.

Durante os episódios do volume 2, a trama revela que os poderes de Henry foram extraídos e que seu sangue passou a ser aplicado em mulheres grávidas, um procedimento que resultou no nascimento de crianças com habilidades psíquicas, entre elas Onze e Kali.

A série reforça a ideia de que Hawkins esconde muito mais do que o público conhece, ampliando o alcance moral e científico das experiências realizadas ali. O Volume 2 deixa claro que esses experimentos não pertencem apenas ao passado e continuam influenciando diretamente os eventos atuais, indicando a existência de uma estrutura que sobreviveu às quedas anteriores do projeto.

É nesse contexto que surge a Dra. Kay (Linda Hamilton). A personagem demonstra interesse em expandir os experimentos envolvendo Onze, com a intenção de extrair seus poderes e aplicá-los em uma nova geração de crianças, sugerindo que a lógica por trás das experiências de Hawkins segue ativa e disposta a ir ainda mais longe.

A expectativa é que o capítulo final, marcado para 31 de dezembro, traga novos desdobramentos sobre esse mistério, esclarecendo até que ponto os experimentos de Hawkins moldaram não apenas Henry, mas todo o conflito central da série.

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Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br