Os Abandonados é a nova aposta da Netflix para o fim de 2025. Lançada nesta quinta (04) e criada por Kurt Sutter, a série abraça o faroeste sob uma perspectiva mais sombria e emocional, conduzida por duas matriarcas que carregam a trama para um duelo de valores, fé e brutalidade.
Com cenário nos anos 1850, no então território de Oregon, a história revela um Oeste em transformação, marcado pela disputa por terras, pela violência institucional e pela luta de comunidades marginalizadas para sobreviver a um sistema que as ignora.
O ponto de partida está nas famílias Nolan e Van Ness. A primeira representa os esquecidos, os órfãos e aqueles que nunca encontraram lugar nas estruturas sociais da época. A segunda concentra poder, prestígio e a ambição de expandir um império, custe o que custar.

A história de Os Abandonados
A série acompanha Fiona Nolan (Lena Headey), uma mulher guiada por fé e convicção moral que adota crianças órfãs e tenta construir uma comunidade longe das injustiças que dominaram sua vida. É uma líder que vê no acolhimento uma forma de resistência, mesmo em um ambiente marcado por violência e fragilidade institucional. Sua família é formada por pessoas sem laços sanguíneos, mas unidas pela necessidade de sobrevivência.
O grupo de Fiona entra em choque direto com Constance Van Ness (Gillian Anderson). Herdeira de uma família rica e influente, Constance lidera um clã disposto a ampliar seu domínio territorial. Para ela, a expansão é inevitável, e qualquer obstáculo deve ser removido — inclusive quem já mora naquelas terras. O confronto entre essas duas figuras, com crenças e trajetórias opostas, forma a espinha dorsal do enredo.
À medida que as tensões aumentam, a série explora violência, corrupção, fé e justiça sob um olhar mais realista. Sutter investe em um retrato brutal do Velho Oeste, com duelos emocionais tão fortes quanto os confrontos físicos. Essa abordagem tira a narrativa do campo do western tradicional e aproxima Os Abandonados de dramas contemporâneos sobre poder e sobrevivência.
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Quem são os personagens centrais
- Fiona Nolan surge como a protagonista moral da série. Seu passado duro a transformou em uma líder resiliente, e sua fé funciona como motor emocional — não uma religiosidade idealizada, mas um senso de propósito que a mantém firme diante de ameaças externas.
- Constance Van Ness funciona como contraponto direto. Ela é carismática, calculista e implacável. Seu interesse pela expansão territorial é movido tanto por ambição quanto por uma visão pessoal de ordem e controle.
Entre os personagens secundários, a série apresenta órfãos que passaram por traumas profundos, jovens que não encontram espaço em uma sociedade excludente e aliados de Fiona que veem na família Nolan a única chance de estabilidade. Já do lado dos Van Ness, herdeiros, capangas e associados políticos ajudam Constance a executar seus planos, tornando a disputa ainda mais desequilibrada.
Cada núcleo conta com personagens que transitam entre moralidade e sobrevivência, um elemento típico de Sutter.
A força do conflito e o que esperar
O duelo entre Fiona e Constance é o centro emocional de Os Abandonados. A série aborda temas como pertença, poder e desigualdade, sempre com um olhar sombrio e direto. Além disso, o faroeste não é romantizado, é mostrado como um território instável onde as regras mudam conforme quem tem a força para aplicá-las.
Com alta carga dramática e visual marcante, a produção promete entregar cenas intensas, conflitos familiares e uma reflexão sobre como comunidades inteiras foram varridas pelo avanço de impérios pessoais. Se a promessa se cumprir, a Netflix tem nas mãos um dos faroestes mais densos de seu catálogo.
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