O novo O Morro dos Ventos Uivantes, dirigido por Emerald Fennell, chega aos cinemas nesta quinta-feira (12), cercado de expectativa, mas a resposta da crítica especializada indica um cenário menos homogêneo do que o esperado.
As primeiras avaliações reunidas nos principais agregadores internacionais mostram um filme que desperta reações contrastantes, equilibrando elogios técnicos com ressalvas narrativas.
A polarização fica evidente quando se observam os números consolidados nos dois principais termômetros da crítica global: Rotten Tomatoes e Metacritic, plataformas que ajudam a medir não apenas o entusiasmo, mas também o grau de consenso em torno da obra.

O Morro dos Ventos Uivantes estreia com recepção mista nos principais agregadores
Nos agregadores internacionais, a obra dirigida por Emerald Fennell aparece com aprovação moderada, refletindo avaliações que equilibram elogios técnicos com ressalvas narrativas.
No Rotten Tomatoes, o longa registra aprovação na faixa dos 70%, enquanto o Metacritic atribui média próxima de 60 pontos, classificação que o site define como recepção “mista ou mediana”. Os números indicam que a maioria dos críticos não rejeita o filme, mas também evita tratá-lo como uma adaptação definitiva do clássico de Emily Brontë.
Elenco, direção e roteiro concentram os principais debates da crítica
As atuações de Margot Robbie e Jacob Elordi estão no centro da recepção crítica do novo O Morro dos Ventos Uivantes. Robbie divide opiniões ao reinterpretar Catherine Earnshaw: enquanto parte da crítica elogia sua presença magnética e a intensidade emocional em cena, outros textos apontam uma composição excessivamente estilizada, mais voltada ao impacto visual do que à complexidade psicológica da personagem.
Já Elordi recebe reconhecimento pela fisicalidade e pela aura ameaçadora de Heathcliff, mas enfrenta ressalvas semelhantes, com críticos indicando que seu personagem carece de camadas emocionais mais profundas.
Essas limitações são frequentemente atribuídas ao roteiro e às escolhas da direção de Emerald Fennell, amplamente elogiada pela identidade visual e pela atmosfera opressiva do filme.
O cenário sugere que a nova adaptação tende a dividir o público da mesma forma que dividiu a crítica: admirada por sua estética e proposta autoral, mas questionada quanto à força dramática e à fidelidade emocional ao clássico literário.
O que esperar do impacto crítico daqui para frente
Com a estreia ainda recente, as notas podem oscilar levemente nos próximos dias, à medida que mais veículos publiquem suas análises. Ainda assim, o retrato inicial indica que o filme dificilmente migrará para o campo da aclamação total, mantendo-se como uma obra de recepção mista, porém relevante no debate cultural.
Para o público, os números funcionam menos como um veredito definitivo e mais como um sinal de alerta: trata-se de uma adaptação que aposta em estilo e interpretação autoral, o que pode agradar ou frustrar, dependendo da expectativa.

