A aguardada sequência Anônimo 2 chegou aos cinemas prometendo expandir o universo do improvável assassino vivido por Bob Odenkirk. O filme mantém a fórmula de ação estilizada e humor ácido, mas o grande destaque está em seu desfecho explosivo, que coloca em xeque a vida dupla de Hutch Mansell e abre espaço para novas histórias.
No ponto alto da trama, Hutch e sua família se veem encurralados por Lendina, a vilã interpretada por Sharon Stone. O confronto acontece em um parque aquático temático, cenário escolhido justamente para reforçar o contraste entre lazer e violência. A virada inesperada ocorre quando Becca, esposa de Hutch, assume um papel ativo e crava um dardo tranquilizante no olho da criminosa. Logo em seguida, David, vivido por Christopher Lloyd, detona explosivos que eliminam a chefona e sua equipe.
A liberdade sob vigilância
Após o embate, Hutch, Becca e até mesmo o cachorro-lobo de Lendina acabam detidos. Em uma cena carregada de tensão, eles são interrogados em um hangar militar, mas rapidamente libertados por ordens de uma figura misteriosa ligada ao governo. Essa intervenção sugere que Hutch continua preso a compromissos secretos, deixando claro que sua vida comum jamais será retomada por completo.

Feridas e dilemas
Além da violência física — o protagonista perde parte de um dedo —, o filme reforça o peso emocional da jornada. Hutch precisa encarar a verdade: não consegue se afastar do mundo da violência, e sua família agora faz parte desse destino. Essa ambiguidade dá ao final um tom agridoce, onde a união familiar se mistura a uma realidade perigosa.
Becca assume protagonismo
Connie Nielsen, que no primeiro filme teve papel mais contido, ganha protagonismo na continuação. Sua personagem não apenas apoia o marido, mas se coloca na linha de frente para protegê-lo. Essa mudança foi celebrada pela própria atriz em entrevistas, consolidando Becca como peça central da narrativa e deixando a dinâmica familiar mais complexa.
Sem pós-créditos, mas com futuro em aberto
Diferente de outras franquias de ação, Anônimo 2 não aposta em uma cena pós-créditos tradicional. Em vez disso, exibe fotos da família durante os créditos finais, criando uma sensação de encerramento intimista. No entanto, o subtexto é claro: Hutch ainda deve favores ao governo e, inevitavelmente, poderá ser convocado para novas missões.
O final de Anônimo 2 reforça a essência da franquia: ação desenfreada, humor afiado e dilemas pessoais que colocam família e violência no mesmo campo de batalha. Se o primeiro filme surpreendeu por apresentar Bob Odenkirk como herói improvável, a sequência consolida esse universo e deixa a porta entreaberta para novas histórias.
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