O suspense distópico A Longa Marcha: Caminhe ou Morra chegou recentemente aos cinemas como uma das maiores surpresas do ano.

Inspirado na obra de Stephen King, o longa dirigido por Francis Lawrence faz alterações significativas no material original, principalmente no momento decisivo em que a marcha chega ao fim. Aclamado pela crítica, o filme vem mostrando potencial e sua história abre caminho para continuações.

Confira, a seguir, o final explicado e os desfechos da trama.

Atenção: Contém spoilers

McVries assume papel central no desfecho da marcha em A Longa Marcha (Foto: Reprodução)

Quem vence a longa marcha?

No livro de King, o jovem Garraty é quem chega até o final da competição. No filme, porém, a história ganha outro rumo: McVries (número 23) é o verdadeiro vencedor. A reviravolta acontece quando Garraty, que parecia destinado a resistir até o último instante, decide se sacrificar para que seu companheiro continue vivo.

Essa escolha muda completamente a perspectiva do público sobre o protagonista. Mais do que a sobrevivência, o gesto ressalta o vínculo criado durante a jornada e a ideia de que a vitória só teria sentido se carregasse também um ato de humanidade.

O Major representa o regime cruel por trás da competição em A Longa Marcha (Foto: Reprodução)

O pedido final e a morte do Major

Após resistir até o fim, McVries conquista o direito de fazer um pedido ao regime. Em vez de riquezas ou poder, ele solicita uma arma. Com ela, executa o Major, figura responsável pela brutalidade da competição e pela morte de tantos jovens, incluindo o pai de Garraty.

O gesto é tanto um ato de vingança quanto uma forma de denunciar a crueldade do sistema. No entanto, a vitória não é celebrada: a atmosfera permanece sombria, deixando claro que a opressão não termina com um único tiro.

O que significa o final?

O último plano mostra McVries caminhando sozinho pela estrada, mesmo após a conclusão oficial da marcha. A cena é ambígua e interpretada como um símbolo da impossibilidade de libertação total. Ele venceu, vingou os companheiros e derrubou o líder, mas ainda está preso à estrada e ao peso do que aconteceu.

O final de A Longa Marcha traz mudanças importantes em relação ao livro de Stephen King (Foto: Reprodução)

A decisão de mudar o desfecho em relação ao livro reforça a mensagem de que não há vencedores em um sistema que se alimenta da violência. Garraty se sacrifica, McVries carrega a vitória amarga e o público fica com uma sensação de inquietação que ecoa muito depois do término da sessão.

A Longa Marcha vai ter continuação?

Embora A Longa Marcha: Caminhe ou Morra seja apresentado como uma história fechada, o desfecho ambíguo — com McVries seguindo sozinho pela estrada após derrotar o Major — abre espaço para novas possibilidades. A cena final sugere que o regime pode tentar retomar a marcha ou criar versões ainda mais brutais da competição, o que renderia material para uma sequência.

O universo distópico criado por Stephen King, aliado às mudanças inseridas pelo diretor Francis Lawrence, permite que futuros filmes explorem novas perspectivas, outros competidores e até as consequências políticas da morte do Major.

A Longa Marcha tem alto potencial de se firmar como a próxima grande franquia de ficção distópica, ao lado de sagas como Jogos Vorazes e Maze Runner.

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Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br