A Heroína da Fita: Netflix transforma clássico de Osamu Tezuka em nova aventura
Novo filme transforma a protagonista de A Princesa e o Cavaleiro em uma heroína contemporânea marcada por trauma, ação e diferentes influências da animação

A Netflix lançou neste sábado (8) A Heroína da Fita, novo filme de animação inspirado em A Princesa e o Cavaleiro, clássico de Osamu Tezuka. Dirigido por Yuki Igarashi, o longa recupera Safira para uma história que preserva elementos da obra original, mas amplia o universo com novos personagens e conflitos.
A produção acompanha uma versão diferente da princesa conhecida pelo público desde os anos 1950. Em vez de simplesmente reproduzir a trama do mangá, o filme utiliza a personagem como ponto de partida para discutir perda, reconstrução e a ideia de heroísmo diante de uma ameaça capaz de destruir sociedades inteiras.
A Heroína da Fita acompanha Safira após destruição de seu reino
Na história, Safira é a princesa de Silverland, reino devastado pela passagem de uma criatura conhecida como Nergal. Depois de sobreviver à tragédia e perder praticamente tudo o que conhecia, ela encontra refúgio em Goldland, onde tenta começar novamente enquanto convive com as marcas deixadas pelo desastre.
A situação muda quando Nergal passa a ameaçar também sua nova casa. Safira então desperta um poder ligado ao seu característico laço e assume o papel de heroína para impedir outra destruição. Nesse caminho, ela também cruza com Velvet, integrante da misteriosa organização Mitra, cujos interesses tornam o conflito ainda mais complexo.

Filme reinventa clássico de Osamu Tezuka para uma nova geração
A Heroína da Fita parte de Ribbon no Kishi, conhecido no Brasil como A Princesa e o Cavaleiro, uma das obras mais importantes da carreira de Osamu Tezuka. O novo filme, no entanto, não procura reproduzir diretamente a história original e aposta em uma Safira construída a partir de questões mais próximas do público atual.
O desenvolvimento começou em 2022, período ainda marcado pelas consequências da pandemia. Igarashi explicou em entrevista ao What’s on Netflix que essa experiência influenciou a construção do mundo e de Nergal, transformando a ameaça em algo capaz de mudar repentinamente a rotina e as relações de toda uma sociedade.
Leia também
Produção mistura diferentes estilos e referências da animação
A nova versão de Safira também nasceu da combinação de gêneros bastante diferentes. A equipe buscou referências nas tradicionais garotas mágicas japonesas, nos super-heróis ocidentais e nas produções de tokusatsu. Nergal, por sua vez, teve entre suas inspirações os Ohmu de Nausicaä do Vale do Vento, filme de Hayao Miyazaki.
Visualmente, o longa mistura animação 2D, computação gráfica e elementos que remetem ao teatro, retomando a influência do Takarazuka Revue sobre a obra original de Tezuka. A protagonista é dublada por Saaya, que contou ao Animate Times ter encontrado pontos de identificação com a personagem. “Acho que Safira também tem essa ideia de responder às dificuldades com humor”, afirmou.
O elenco japonês ainda reúne Seiran Kobayashi como Pine, Koki Uchiyama como Velvet, Mayumi Shintani como Zirco e Yoshimasa Hosoya como Rock. Produzido pela Twin Engine e animado pelo estúdio OUTLINE, A Heroína da Fita também marca a estreia de Yuki Igarashi na direção de um longa-metragem.
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Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br
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Novo filme transforma a protagonista de A Princesa e o Cavaleiro em uma heroína contemporânea marcada por trauma, ação e diferentes influências da animação
Por Lucas Emanuel
08 de agosto de 2026, 18h28

A Netflix lançou neste sábado (8) A Heroína da Fita, novo filme de animação inspirado em A Princesa e o Cavaleiro, clássico de Osamu Tezuka. Dirigido por Yuki Igarashi, o longa recupera Safira para uma história que preserva elementos da obra original, mas amplia o universo com novos personagens e conflitos.
A produção acompanha uma versão diferente da princesa conhecida pelo público desde os anos 1950. Em vez de simplesmente reproduzir a trama do mangá, o filme utiliza a personagem como ponto de partida para discutir perda, reconstrução e a ideia de heroísmo diante de uma ameaça capaz de destruir sociedades inteiras.
A Heroína da Fita acompanha Safira após destruição de seu reino
Na história, Safira é a princesa de Silverland, reino devastado pela passagem de uma criatura conhecida como Nergal. Depois de sobreviver à tragédia e perder praticamente tudo o que conhecia, ela encontra refúgio em Goldland, onde tenta começar novamente enquanto convive com as marcas deixadas pelo desastre.
A situação muda quando Nergal passa a ameaçar também sua nova casa. Safira então desperta um poder ligado ao seu característico laço e assume o papel de heroína para impedir outra destruição. Nesse caminho, ela também cruza com Velvet, integrante da misteriosa organização Mitra, cujos interesses tornam o conflito ainda mais complexo.

Filme reinventa clássico de Osamu Tezuka para uma nova geração
A Heroína da Fita parte de Ribbon no Kishi, conhecido no Brasil como A Princesa e o Cavaleiro, uma das obras mais importantes da carreira de Osamu Tezuka. O novo filme, no entanto, não procura reproduzir diretamente a história original e aposta em uma Safira construída a partir de questões mais próximas do público atual.
O desenvolvimento começou em 2022, período ainda marcado pelas consequências da pandemia. Igarashi explicou em entrevista ao What’s on Netflix que essa experiência influenciou a construção do mundo e de Nergal, transformando a ameaça em algo capaz de mudar repentinamente a rotina e as relações de toda uma sociedade.
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Produção mistura diferentes estilos e referências da animação
A nova versão de Safira também nasceu da combinação de gêneros bastante diferentes. A equipe buscou referências nas tradicionais garotas mágicas japonesas, nos super-heróis ocidentais e nas produções de tokusatsu. Nergal, por sua vez, teve entre suas inspirações os Ohmu de Nausicaä do Vale do Vento, filme de Hayao Miyazaki.
Visualmente, o longa mistura animação 2D, computação gráfica e elementos que remetem ao teatro, retomando a influência do Takarazuka Revue sobre a obra original de Tezuka. A protagonista é dublada por Saaya, que contou ao Animate Times ter encontrado pontos de identificação com a personagem. “Acho que Safira também tem essa ideia de responder às dificuldades com humor”, afirmou.
O elenco japonês ainda reúne Seiran Kobayashi como Pine, Koki Uchiyama como Velvet, Mayumi Shintani como Zirco e Yoshimasa Hosoya como Rock. Produzido pela Twin Engine e animado pelo estúdio OUTLINE, A Heroína da Fita também marca a estreia de Yuki Igarashi na direção de um longa-metragem.
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Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br
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