A evolução das princesas Disney no decorrer dos anos

PUBLICIDADE As princesas Disney são um marco na vida de milhares de crianças ao redor do mundo. Há uma evolução latente nas suas histórias, desafios e objetivos e que vem sendo motivo de comparação com a primeira princesa, de 1937, e a de 2021. Cada pessoa que cresceu assistindo aos clássicos Disney e que a […]

A evolução das princesas Disney no decorrer dos anos Notícias
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Por Redação

30 de agosto de 2021 às 18h29

Atualizado 3 meses atrás

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As princesas Disney são um marco na vida de milhares de crianças ao redor do mundo. Há uma evolução latente nas suas histórias, desafios e objetivos e que vem sendo motivo de comparação com a primeira princesa, de 1937, e a de 2021. Cada pessoa que cresceu assistindo aos clássicos Disney e que a acompanham até hoje podem escolher sua favorita, baseada na história, na trilha sonora, na etnia, na representatividade que ela emite ou só por ter visto uma ou outra com mais frequência. 

A história das princesas vem sendo aprimorada até os dias de hoje, para quem é apaixonado pela história das belas donzelas cheias de personalidade e coragem, é notável a evolução que as acompanha desde o primeiro filme, até os dias atuais. 

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Há quem não se interesse mais em assistir as princesas mais antigas pela trama de “ser salva por um cavaleiro em um cavalo branco”, porém é necessário entender o contexto e tempo em que cada princesa nasceu, ambições que, hoje, são extremamente necessárias e reais, naquele momento não faziam sentido. 

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Isso começa muito explícito em Branca de Neve e os 7 Anões, o desenho da primeira princesa da Disney foi lançado em 1937, pouco antes da implosão da 2ª Guerra Mundial. Nesse período, o papel da mulher era algo voltado completamente ao lar e à família, dando espaço à figura de mulher tímida. As propagandas nessa época contribuíram para disseminar essa imagem de mulher submissa, já que houve uma grande exploração dessa imagem que pudesse agradar o público masculino na época e isso nos traz a história de uma garota que cresce sem uma presença masculina, submissa do lar e do trabalho doméstico e à espera de alguém que a salve. 

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Em 1950, Cinderela veio ao mundo, porém as coisas não mudaram com o passar dos anos no mundo das princesas Disney. A figura da mulher atrelada a serviços domésticos e submissão continuavam em pauta. A história não foi diferente em A Bela Adormecida (1959), que mesmo tendo uma trama diferente, acabou tendo um príncipe para lhe salvar com um beijo de amor verdadeiro no final.

Um dos primeiros gritos de resistência feminina nasceu na década de 60, quando a figura da mulher começou a ser substituída para uma imagem mais segura, com intuito de ocupar todos os espaços, e procurando comprovar que não queriam acabar com a família e nem desestruturar a sociedade, mas sim, apenas libertar-se de uma organização social que a aprisionava, a desvalorizava, e que não a permitia mostrar seu potencial.

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Em A Pequena Sereia (1989), nós podemos ver uma pequena evolução nessa imagem, Ariel, ao contrário do que muitos imaginam, não sonhava em se casar e ter filhos, ela tinha o sonho de viver no mundo dos humanos, no percurso, acaba conhecendo Eric, o que só a impulsiona a seguir o desejo do seu coração. A partir desse momento, o foco principal das princesas passa a ser diferente, mesmo encontrando um amor, suas perspectivas de futuro não giram em torno de um casamento. 

Em A Bela e a Fera (1991), Bela era vista como “a menina estranha”, por não querer casar e sim ler e estudar. Nessa trama fica claro que a donzela não queria ninguém para salvá-la, já que inúmeras vezes Bela deixa isso claro para Gaston. Em uma das cenas, o pretendente faz uma crítica a Bela por ser uma leitora assídua, já que isso fará com que ela tenha ideias e seja criativa. 

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Em Aladdin (1992), a princesa Jasmine quer viver novos ares e a ideia de ter um casamento arranjado a deixava imensuravelmente zangada, até que conhece Aladdin, com quem sonha em desbravar o mundo e compartilhar memórias. Pocahontas (1995), tem uma mensagem ainda mais importante, sobre a ideia de coexistir independente da cultura e etnia, a princesa indígena reluta para casar com o pretendente do pai e, ao lado de John Smith, luta por algo muito maior do que viver um amor ou ser salva.

Uma nova perspectiva foi tomada por uma personagem Disney que, na verdade, não é uma princesa: Mulan (1998). A garota que foi parar na guerra para salvar a honra da família, deu o pontapé inicial para as futuras princesas que viriam por aí. Após 11 anos, a princesa Tiana de A Princesa e o Sapo (2009), chega cheia de determinação a fim de realizar o sonho de ter seu próprio restaurante e manter vivo o legado do pai. Com muito trabalho e determinação, Tiana se torna princesa por se casar com Naveen, mas esse nunca foi o ponto forte da sua conquista. 

Já em Enrolados (2010), Rapunzel sonha em conhecer as lanternas flutuantes e sair da submissão e relação extremamente abusiva com a ‘mãe’. Mesmo com toda a sua ingenuidade, a princesa perdida luta para sair da rotina que vive trancafiada na torre e conhecer o mundo. 

Merida, de Valente (2012), não só não aceitou que os pais controlassem seu futuro, como decidiu entrar numa competição para lutar pelo seu direito de escolha. 

Elsa e Anna, de Frozen (2013) viraram a chave de uma vez, mesmo sendo os opostos e Anna sonhando em se casar, o filme é, na verdade, sobre o amor de duas irmãs que fariam qualquer coisa uma pela outra. Moana (2016) e Raya e o Último Dragão (2021), de longe pensam em príncipes, casamento ou serem salvas, assim como Moana, as garotas buscam salvar o que de mais importante elas tem: sua família e sua história. 

A evolução que ocorreu fala muito sobre os direitos que as mulheres conquistaram com o passar dos anos e a imagem que evoluiu de uma donzela  aguardando ser resgatada e uma heroína que precisa salvar todo seu povo. A Disney trabalha para aprimorar os valores e a inclusão em seus trabalhos, a evolução das princesas é apenas a ponta do iceberg. 

Fonte: (1)

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