Warner Bros rejeita oferta hostil da Paramount e mantém acordo com a Netflix
PUBLICIDADE A possível venda da Warner Bros. Discovery ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (17). Segundo informações publicadas pelo The Hollywood Reporter, a empresa rejeitou oficialmente a oferta hostil de US$ 108 bilhões apresentada pela Paramount, mantendo, ao menos por enquanto, sinal verde para o acordo com a Netflix. A decisão já era esperada pelo mercado, […]
Notícias Por Igor
17 de dezembro de 2025 às 10h47
A possível venda da Warner Bros. Discovery ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (17). Segundo informações publicadas pelo The Hollywood Reporter, a empresa rejeitou oficialmente a oferta hostil de US$ 108 bilhões apresentada pela Paramount, mantendo, ao menos por enquanto, sinal verde para o acordo com a Netflix.
A decisão já era esperada pelo mercado, já que a nova investida de David Ellison praticamente repetia a proposta apresentada no início de dezembro, antes de a Warner Bros. Discovery aceitar o acordo com a Netflix.

Ainda assim, o posicionamento oficial encerra qualquer dúvida sobre a preferência estratégica da empresa neste momento e eleva a tensão em torno de uma possível guerra de lances.

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O que é uma oferta hostil?
Uma oferta hostil é uma tentativa de compra de uma empresa sem o consentimento ou contra a vontade do seu conselho de administração.
- O conselho da empresa-alvo rejeita a proposta
- O comprador mantém a oferta publicamente, mesmo assim
- Há tentativa de pressionar acionistas a aceitar o negócio
- Pode envolver disputa jurídica e pressão no mercado
A disputa pela Warner Bros ainda não acabou
- Ellison sinalizou claramente que pode aumentar a oferta. Se isso acontecer, a Netflix será forçada a decidir se entra em uma guerra de lances ou se mantém sua posição, apostando que o conselho e os reguladores sustentarão o acordo atual.
- Com a rejeição formalizada, a Paramount precisará convencer os acionistas da WBD a entregar suas ações por esse valor de US$ 30 ou apresentar uma proposta superior aos US$ 108 bilhões oferecidos atualmente, o que poderia mudar o rumo das negociações.
- O uso de fundos soberanos do Oriente Médio, a saída da Tencent e a fragilidade do backstop financeiro de Larry Ellison pesaram muito. Para um conglomerado como a WBD, qualquer incerteza regulatória ou geopolítica é um sinal de alerta.
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Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, afirmou que a fusão representa o melhor desfecho para acionistas, criadores e para a indústria como um todo. Segundo ele, a combinação entre as empresas fortalece o catálogo, preserva a identidade da HBO e mantém o compromisso com o lançamento de filmes da Warner Bros. nos cinemas, com janelas tradicionais de exibição.
Apesar do ruído causado pela investida da Paramount, David Zaslav procurou tranquilizar funcionários e investidores. Em e-mail interno, o executivo reforçou que o acordo com a Netflix segue válido e que o processo de análise regulatória já foi iniciado.
O cenário agora remete a disputas históricas de Hollywood, como a batalha entre Disney e Comcast pela Fox. A diferença é que, desta vez, o embate coloca frente a frente o maior estúdio tradicional do setor e a empresa que redefiniu o mercado de streaming.
Longe de chegar ao fim, as negociações devem se estender até 2026. Caso a venda para a Netflix seja oficializada e aprovada nos trâmites legais, a fusão pode ser concluída ainda no próximo ano.
Para acompanhar todas as novidades sobre a venda da Warner e outras notícias, siga o Séries em Cena no Google Notícias.
Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br
Veja tudo sobre Netflix
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Por Igor
17 de dezembro de 2025, 10h47

A possível venda da Warner Bros. Discovery ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (17). Segundo informações publicadas pelo The Hollywood Reporter, a empresa rejeitou oficialmente a oferta hostil de US$ 108 bilhões apresentada pela Paramount, mantendo, ao menos por enquanto, sinal verde para o acordo com a Netflix.
A decisão já era esperada pelo mercado, já que a nova investida de David Ellison praticamente repetia a proposta apresentada no início de dezembro, antes de a Warner Bros. Discovery aceitar o acordo com a Netflix.

Ainda assim, o posicionamento oficial encerra qualquer dúvida sobre a preferência estratégica da empresa neste momento e eleva a tensão em torno de uma possível guerra de lances.

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Uma oferta hostil é uma tentativa de compra de uma empresa sem o consentimento ou contra a vontade do seu conselho de administração.
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- O comprador mantém a oferta publicamente, mesmo assim
- Há tentativa de pressionar acionistas a aceitar o negócio
- Pode envolver disputa jurídica e pressão no mercado
A disputa pela Warner Bros ainda não acabou
- Ellison sinalizou claramente que pode aumentar a oferta. Se isso acontecer, a Netflix será forçada a decidir se entra em uma guerra de lances ou se mantém sua posição, apostando que o conselho e os reguladores sustentarão o acordo atual.
- Com a rejeição formalizada, a Paramount precisará convencer os acionistas da WBD a entregar suas ações por esse valor de US$ 30 ou apresentar uma proposta superior aos US$ 108 bilhões oferecidos atualmente, o que poderia mudar o rumo das negociações.
- O uso de fundos soberanos do Oriente Médio, a saída da Tencent e a fragilidade do backstop financeiro de Larry Ellison pesaram muito. Para um conglomerado como a WBD, qualquer incerteza regulatória ou geopolítica é um sinal de alerta.
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Apesar do ruído causado pela investida da Paramount, David Zaslav procurou tranquilizar funcionários e investidores. Em e-mail interno, o executivo reforçou que o acordo com a Netflix segue válido e que o processo de análise regulatória já foi iniciado.
O cenário agora remete a disputas históricas de Hollywood, como a batalha entre Disney e Comcast pela Fox. A diferença é que, desta vez, o embate coloca frente a frente o maior estúdio tradicional do setor e a empresa que redefiniu o mercado de streaming.
Longe de chegar ao fim, as negociações devem se estender até 2026. Caso a venda para a Netflix seja oficializada e aprovada nos trâmites legais, a fusão pode ser concluída ainda no próximo ano.
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Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br


