REVIEW: Big Mouth – 2ª Temporada
PUBLICIDADE A segunda temporada de Big Mouth chegou à Netflix em outubro e reafirmou por que a animação é considerada um dos maiores acertos do streaming no gênero adulto-adolescente. Criada por Nick Kroll, Andrew Goldberg, Jennifer Flackett e Mark Levin, a série não apenas manteve o nível apresentado no primeiro ano, como também ampliou sua […]
Reviews A segunda temporada de Big Mouth chegou à Netflix em outubro e reafirmou por que a animação é considerada um dos maiores acertos do streaming no gênero adulto-adolescente. Criada por Nick Kroll, Andrew Goldberg, Jennifer Flackett e Mark Levin, a série não apenas manteve o nível apresentado no primeiro ano, como também ampliou sua relevância temática ao explorar de forma ainda mais inteligente os dilemas da puberdade.
A animação segue acompanhando Nick, Andrew e seus amigos na fase mais turbulenta da adolescência, marcada por transformações físicas, inseguranças e descobertas que moldam o amadurecimento. Se na estreia, em 2016, Big Mouth ganhou atenção pelo humor ácido e pela abordagem franca da sexualidade, na segunda temporada o público já sabia o que esperar — e a série não decepcionou.
Tramas mais maduras e identificação imediata
Um dos maiores méritos da temporada está no cuidado com a escrita. Os roteiristas equilibram humor, desconforto, reflexões e exageros de forma a garantir identificação com o espectador. As situações retratadas são exageradas para efeito cômico, mas profundamente reconhecíveis para quem já passou (ou ainda passa) pela adolescência.

Critica: A Grande Inundação

A série continua sendo uma sátira dos desafios desse período da vida, transformando constrangimentos reais em humor consciente. As histórias abordam autoestima, descoberta sexual, inseguranças emocionais e a relação com o próprio corpo, sempre com a assinatura de humor irreverente que consagrou a produção.
O Mago da Vergonha se destaca como um dos grandes acertos
Entre as novidades da temporada, o Mago da Vergonha aparece como um dos personagens mais fortes e simbólicos. Introduzido no terceiro episódio, ele representa a ansiedade social, o medo de errar e a sensação de inadequação que acompanha quase todo adolescente. O personagem funciona como alegoria emocional, demonstrando como a vergonha influencia comportamentos, decisões e expectativas.
Leia também
Sua presença permite à série abordar temas como pelos pubianos, masturbação, beijos, insegurança com o próprio corpo e tabus que continuam presentes na formação afetiva e sexual. Tudo isso de modo acessível, crítico e naturalmente cômico.
Evolução dos personagens e construção de longo prazo
A segunda temporada reforça que Big Mouth não se apoia apenas em piadas de choque. A série investe em arcos individuais que fazem os personagens amadurecerem a cada episódio. Como o foco da narrativa está no descobrimento, a evolução emocional dos protagonistas é parte essencial da força da série — e já é possível observar avanços claros nesta fase.

Esse cuidado contribui para a longevidade da produção, que possui material amplo para desenvolvimento futuro. A terceira temporada já estava confirmada à época da estreia, reforçando a confiança da Netflix na animação.
O que achamos da nova temporada?
A segunda temporada de Big Mouth é mais madura, mais consciente e ainda mais divertida do que a primeira. Ao transformar constrangimentos adolescentes em comédia afiada, a série consegue equilibrar humor ácido e sensibilidade, explorando temas complexos sem perder leveza.
A construção dos personagens e as novas figuras, especialmente o Mago da Vergonha, elevam a narrativa e consolidam Big Mouth como uma das animações mais relevantes da atualidade.
Jornalista apaixonado por séries.
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REVIEW: Big Mouth – 2ª Temporada
PUBLICIDADE A segunda temporada de Big Mouth chegou à Netflix em outubro e reafirmou por que a animação é considerada um dos maiores acertos do streaming no gênero adulto-adolescente. Criada por Nick Kroll, Andrew Goldberg, Jennifer Flackett e Mark Levin, a série não apenas manteve o nível apresentado no primeiro ano, como também ampliou sua […]
Por Gabriel Aquino
18 de dezembro de 2018, 12h36 · Atualizado em 08/12/2025

A segunda temporada de Big Mouth chegou à Netflix em outubro e reafirmou por que a animação é considerada um dos maiores acertos do streaming no gênero adulto-adolescente. Criada por Nick Kroll, Andrew Goldberg, Jennifer Flackett e Mark Levin, a série não apenas manteve o nível apresentado no primeiro ano, como também ampliou sua relevância temática ao explorar de forma ainda mais inteligente os dilemas da puberdade.
A animação segue acompanhando Nick, Andrew e seus amigos na fase mais turbulenta da adolescência, marcada por transformações físicas, inseguranças e descobertas que moldam o amadurecimento. Se na estreia, em 2016, Big Mouth ganhou atenção pelo humor ácido e pela abordagem franca da sexualidade, na segunda temporada o público já sabia o que esperar — e a série não decepcionou.
Tramas mais maduras e identificação imediata
Um dos maiores méritos da temporada está no cuidado com a escrita. Os roteiristas equilibram humor, desconforto, reflexões e exageros de forma a garantir identificação com o espectador. As situações retratadas são exageradas para efeito cômico, mas profundamente reconhecíveis para quem já passou (ou ainda passa) pela adolescência.

Critica: A Grande Inundação

A série continua sendo uma sátira dos desafios desse período da vida, transformando constrangimentos reais em humor consciente. As histórias abordam autoestima, descoberta sexual, inseguranças emocionais e a relação com o próprio corpo, sempre com a assinatura de humor irreverente que consagrou a produção.
O Mago da Vergonha se destaca como um dos grandes acertos
Entre as novidades da temporada, o Mago da Vergonha aparece como um dos personagens mais fortes e simbólicos. Introduzido no terceiro episódio, ele representa a ansiedade social, o medo de errar e a sensação de inadequação que acompanha quase todo adolescente. O personagem funciona como alegoria emocional, demonstrando como a vergonha influencia comportamentos, decisões e expectativas.
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Sua presença permite à série abordar temas como pelos pubianos, masturbação, beijos, insegurança com o próprio corpo e tabus que continuam presentes na formação afetiva e sexual. Tudo isso de modo acessível, crítico e naturalmente cômico.
Evolução dos personagens e construção de longo prazo
A segunda temporada reforça que Big Mouth não se apoia apenas em piadas de choque. A série investe em arcos individuais que fazem os personagens amadurecerem a cada episódio. Como o foco da narrativa está no descobrimento, a evolução emocional dos protagonistas é parte essencial da força da série — e já é possível observar avanços claros nesta fase.

Esse cuidado contribui para a longevidade da produção, que possui material amplo para desenvolvimento futuro. A terceira temporada já estava confirmada à época da estreia, reforçando a confiança da Netflix na animação.
O que achamos da nova temporada?
A segunda temporada de Big Mouth é mais madura, mais consciente e ainda mais divertida do que a primeira. Ao transformar constrangimentos adolescentes em comédia afiada, a série consegue equilibrar humor ácido e sensibilidade, explorando temas complexos sem perder leveza.
A construção dos personagens e as novas figuras, especialmente o Mago da Vergonha, elevam a narrativa e consolidam Big Mouth como uma das animações mais relevantes da atualidade.



