Review: Élite – 1ª Temporada
PUBLICIDADE Élite chegou ao catálogo da Netflix como uma das principais apostas da plataforma para o público jovem, impulsionada pela presença de nomes já conhecidos de La Casa de Papel. A série espanhola rapidamente ganhou atenção e gerou um hype considerável, mas sua primeira temporada entrega menos do que o impacto inicial sugere. Ainda assim, […]
Reviews Élite chegou ao catálogo da Netflix como uma das principais apostas da plataforma para o público jovem, impulsionada pela presença de nomes já conhecidos de La Casa de Papel.
A série espanhola rapidamente ganhou atenção e gerou um hype considerável, mas sua primeira temporada entrega menos do que o impacto inicial sugere. Ainda assim, oferece um drama teen envolvente, com um mistério central que sustenta o interesse até o final.
Mistura de gêneros e um início que dita o tom
O início da série estabelece com precisão o que o público encontrará: uma narrativa estruturada em flashforwards que revela que um assassinato aconteceu e que, a partir dali, acompanhar o presente se torna essencial para entender os eventos que levaram ao crime. A escolha lembra estratégias narrativas de produções como How to Get Away With Murder, combinadas com elementos típicos de séries adolescentes à la Gossip Girl.

Critica: A Grande Inundação

O contraste social norteia o enredo. Três estudantes de origem humilde recebem bolsa de estudos e passam a frequentar uma das escolas mais prestigiadas da Espanha, gerando rivalidades, tensões e situações que exploram diferenças de classe, preconceitos e dinâmicas de poder entre adolescentes. O roteiro usa esses conflitos como base para desenvolver escândalos, romances, segredos e comportamentos impulsivos.
Clichês inevitáveis, mas nem sempre bem trabalhados
A série reúne praticamente todos os arquétipos clássicos do drama adolescente: a garota rica e cruel, a rica rebelde, a boazinha nem sempre tão boazinha, o garoto que parece detestável mas ganha camadas com o tempo, entre outros. Isso não é necessariamente um problema, já que clichês funcionam quando bem utilizados. Porém, Élite oscila entre momentos em que atualiza esses estereótipos com eficiência e outros em que os desenvolvimentos se tornam previsíveis.
Leia também

Algumas situações beiram a repetição de fórmulas já conhecidas do gênero, e certas atitudes dos personagens caminham para o óbvio. Isso enfraquece parte do impacto dramático que a série tenta construir.
Um mistério que atrai, mas não oferece material suficiente para teorias
O assassinato apresentado nos flashforwards é, sem dúvida, o elemento mais sólido da temporada. No entanto, a série demora a integrar plenamente esse mistério ao restante da narrativa. Diferentemente de How to Get Away With Murder, que oferece pistas para o espectador montar o quebra-cabeça, Élite retém informações demais.
Os flashforwards, apesar de visualmente atraentes, pouco revelam e não permitem criar teorias consistentes. Eles servem mais como lembrete de que a trama possui um “lado sombrio”, sem desenvolver esse aspecto com profundidade até a reta final.
A decisão narrativa funciona para manter o suspense, mas reduz a sensação de investigação ativa por parte do público. O enredo avança, mas sem entregar elementos suficientes para que o espectador participe da montagem do crime.
Um começo promissor que aponta para evolução
Apesar das limitações, Élite tem qualidades claras. O ritmo é envolvente, o elenco funciona em cena e a direção mantém a tensão equilibrada com o drama estudantil. A série tem potencial para crescer nas temporadas seguintes, especialmente se investir em desenvolvimento mais complexo dos personagens e no aprofundamento do mistério principal.
Élite vale a atenção de quem aprecia dramas adolescentes com pegada de suspense, mas é importante controlar as expectativas. A primeira temporada cumpre seu papel, mas não alcança todo o potencial da proposta. Ainda assim, deixa material suficiente para justificar o retorno do público em sua continuidade.
Jornalista apaixonado por séries.
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Review: Élite – 1ª Temporada
PUBLICIDADE Élite chegou ao catálogo da Netflix como uma das principais apostas da plataforma para o público jovem, impulsionada pela presença de nomes já conhecidos de La Casa de Papel. A série espanhola rapidamente ganhou atenção e gerou um hype considerável, mas sua primeira temporada entrega menos do que o impacto inicial sugere. Ainda assim, […]
Por Gabriel Aquino
24 de outubro de 2018, 11h49 · Atualizado em 08/12/2025

Élite chegou ao catálogo da Netflix como uma das principais apostas da plataforma para o público jovem, impulsionada pela presença de nomes já conhecidos de La Casa de Papel.
A série espanhola rapidamente ganhou atenção e gerou um hype considerável, mas sua primeira temporada entrega menos do que o impacto inicial sugere. Ainda assim, oferece um drama teen envolvente, com um mistério central que sustenta o interesse até o final.
Mistura de gêneros e um início que dita o tom
O início da série estabelece com precisão o que o público encontrará: uma narrativa estruturada em flashforwards que revela que um assassinato aconteceu e que, a partir dali, acompanhar o presente se torna essencial para entender os eventos que levaram ao crime. A escolha lembra estratégias narrativas de produções como How to Get Away With Murder, combinadas com elementos típicos de séries adolescentes à la Gossip Girl.

Critica: A Grande Inundação

O contraste social norteia o enredo. Três estudantes de origem humilde recebem bolsa de estudos e passam a frequentar uma das escolas mais prestigiadas da Espanha, gerando rivalidades, tensões e situações que exploram diferenças de classe, preconceitos e dinâmicas de poder entre adolescentes. O roteiro usa esses conflitos como base para desenvolver escândalos, romances, segredos e comportamentos impulsivos.
Clichês inevitáveis, mas nem sempre bem trabalhados
A série reúne praticamente todos os arquétipos clássicos do drama adolescente: a garota rica e cruel, a rica rebelde, a boazinha nem sempre tão boazinha, o garoto que parece detestável mas ganha camadas com o tempo, entre outros. Isso não é necessariamente um problema, já que clichês funcionam quando bem utilizados. Porém, Élite oscila entre momentos em que atualiza esses estereótipos com eficiência e outros em que os desenvolvimentos se tornam previsíveis.
Leia também

Algumas situações beiram a repetição de fórmulas já conhecidas do gênero, e certas atitudes dos personagens caminham para o óbvio. Isso enfraquece parte do impacto dramático que a série tenta construir.
Um mistério que atrai, mas não oferece material suficiente para teorias
O assassinato apresentado nos flashforwards é, sem dúvida, o elemento mais sólido da temporada. No entanto, a série demora a integrar plenamente esse mistério ao restante da narrativa. Diferentemente de How to Get Away With Murder, que oferece pistas para o espectador montar o quebra-cabeça, Élite retém informações demais.
Os flashforwards, apesar de visualmente atraentes, pouco revelam e não permitem criar teorias consistentes. Eles servem mais como lembrete de que a trama possui um “lado sombrio”, sem desenvolver esse aspecto com profundidade até a reta final.
A decisão narrativa funciona para manter o suspense, mas reduz a sensação de investigação ativa por parte do público. O enredo avança, mas sem entregar elementos suficientes para que o espectador participe da montagem do crime.
Um começo promissor que aponta para evolução
Apesar das limitações, Élite tem qualidades claras. O ritmo é envolvente, o elenco funciona em cena e a direção mantém a tensão equilibrada com o drama estudantil. A série tem potencial para crescer nas temporadas seguintes, especialmente se investir em desenvolvimento mais complexo dos personagens e no aprofundamento do mistério principal.
Élite vale a atenção de quem aprecia dramas adolescentes com pegada de suspense, mas é importante controlar as expectativas. A primeira temporada cumpre seu papel, mas não alcança todo o potencial da proposta. Ainda assim, deixa material suficiente para justificar o retorno do público em sua continuidade.



