Review: Reign – 4ª temporada

PUBLICIDADE A quarta e última temporada de Reign (Reinado, no Brasil) entrega boas atuações e um roteiro consistente, como nas fases anteriores, mas sofre com a limitação de apenas 16 episódios para concluir a trajetória de Mary Stuart. A necessidade de fechar tantos arcos rapidamente faz com que alguns capítulos pareçam excessivamente acelerados, enquanto outros […]

Review: Reign – 4ª temporada Reviews
Reign continua sendo uma das grandes séries da CW (foto: Reprodução/CW)
Gabriel Aquino

Por Gabriel Aquino

16 de junho às 21h50

Atualizado 3 meses atrás

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A quarta e última temporada de Reign (Reinado, no Brasil) entrega boas atuações e um roteiro consistente, como nas fases anteriores, mas sofre com a limitação de apenas 16 episódios para concluir a trajetória de Mary Stuart.

A necessidade de fechar tantos arcos rapidamente faz com que alguns capítulos pareçam excessivamente acelerados, enquanto outros se tornam dispensáveis, prejudicando o equilíbrio geral do ano final.

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Atuações e produção seguem como os grandes destaques

Reign sempre se destacou dentro da The CW por apresentar um padrão acima da média da emissora. A série exibe cuidado visível na construção de cenários, figurinos, fotografia e, principalmente, nas atuações. Adelaide Kane, como Mary Stuart, e Megan Follows, como Catherine de’ Médici, continuam sendo pilares narrativos e emocionais da produção. Desde o início, as duas atrizes entregam performances que sustentam o peso histórico e dramático da série.

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Imagem da série Reign
Imagem promocional da série Reign, da CW (foto: Reprodução/CW)

Além delas, a quarta temporada mantém o bom nível nas subtramas políticas, nos jogos de poder e nos conflitos pessoais que conduzem a história da realeza europeia. A série combina romance, tensão e intrigas com um senso de grandiosidade que poucas produções da CW conseguiram replicar.

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Conflitos intensos e uma despedida à altura da série

Se fosse necessário definir a temporada com uma palavra, “emocionante” seria a escolha natural. O último ano acelera rivalidades importantes, como a disputa entre Mary e Elizabeth I, e introduz novos conflitos, incluindo a batalha entre os irmãos Charles e Henri pelo trono francês. Há ainda o casamento de Mary com Lord Darnley e eventos decisivos, como a morte de David Rizzio, que carregam forte impacto dramático.

A reta final — especialmente os três últimos episódios — apresenta ritmo acelerado e decisões narrativas que encaminham a conclusão de forma intensa. O Series Finale entrega uma despedida emocionante, mesmo deixando lacunas inevitáveis. A participação especial de Toby Regbo, reprisando o papel de Francis em uma cena construída especialmente para os fãs, eleva o tom sentimental do encerramento e reforça a importância da relação entre os personagens ao longo da série.

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Um legado marcante para além das imperfeições

Reign poderia ter rendido mais temporadas se a audiência tivesse se mantido estável, mas, mesmo com limitações e cortes, consolidou-se como uma das produções mais competentes da CW em sua época. Não foi uma série perfeita — nem fiel aos eventos históricos em muitos pontos —, porém sua visão sobre Mary Stuart marcou o público e ofereceu uma interpretação memorável da figura monárquica.

Adelaide Kane deixa um legado forte ao retratar uma personagem complexa e histórica com tanta sensibilidade. Ao final, resta agradecer ao elenco, à equipe criativa e à produção pelos momentos marcantes entregues ao longo de quatro anos.

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