MÃE E FILHA

Carrie: Samantha Sloyan explica por que nova Margaret White começa diferente

Atriz revela que Mike Flanagan construiu uma relação inicialmente amorosa para aumentar o impacto das escolhas de Margaret

Lucas Emanuel

Por Lucas Emanuel

08 de outubro de 2026 às 17h44

A nova versão de Carrie, A Estrenha decidiu mudar uma das relações mais conhecidas da história criada por Stephen King. Na série do Prime Video, Margaret White ainda representa um perigo para a própria filha, mas Mike Flanagan escolheu começar a trama mostrando uma ligação mais afetuosa entre as duas.

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A mudança altera principalmente a perspectiva de Carrie, interpretada por Summer H. Howell. Ao contrário de versões anteriores, a adolescente acredita que pode contar com a mãe enquanto começa a descobrir um mundo do qual permaneceu isolada durante praticamente toda a vida.

Margaret ama Carrie, mas continua sendo uma ameaça

Samantha Sloyan explicou ao TVLine que essa dualidade já estava presente no roteiro de Flanagan. “Ele queria que elas começassem com uma relação amorosa entre mãe e filha”, afirmou a atriz. Para Sloyan, essa escolha torna os momentos em que Margaret abandona emocionalmente Carrie ainda mais dolorosos.

Summer H. Howell como Carrie White chegando à escola na série do Prime Video
Carrie entra em contato com o mundo exterior após anos de isolamento e encontra uma realidade muito diferente da que imaginava(foto: Reprodução/Prime Video)

A jovem parte da expectativa de encontrar proteção justamente na pessoa que, em determinados momentos, acaba aumentando seus traumas. A atriz também procurou preservar a ameaça associada à personagem em adaptações anteriores. “Eu não queria perder o fato de Margaret ser perigosa para Carrie”, explicou.

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Morte de Ralph coloca Carrie diante do mundo

A estreia estabelece esse conflito depois da morte de Ralph White em um acidente de trabalho. A perda rompe o isolamento da família e força Margaret a procurar emprego, enquanto Carrie passa a frequentar uma escola pela primeira vez.

Até então, a adolescente havia crescido praticamente sem contato com tecnologia, redes sociais ou aspectos comuns da vida fora de casa.

O primeiro dia rapidamente transforma curiosidade em medo. Carrie participa de uma simulação de ataque armado sem entender que se trata de um exercício e manifesta seus poderes telecinéticos durante o pânico. Pouco depois, sua primeira menstruação desencadeia a humilhação no vestiário que se torna central para a história.

Summer Howell buscou uma Carrie mais curiosa

Howell explicou que procurou construir uma adolescente inicialmente aberta ao mundo, e não alguém que já começasse a história consumida pelo sofrimento. “Ela está muito animada para sair pelo mundo, conhecer pessoas e fazer coisas”, afirmou a atriz.

Essa característica reforça o contraste entre aquilo que Carrie espera encontrar e o tratamento que recebe na escola e dentro da própria casa. A adaptação também amplia a narrativa através de Sue Snell, cuja entrevista sobre os acontecimentos em Chamberlain serve como uma das molduras da temporada.

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Sobre o autor
Lucas Emanuel

Lucas Emanuel

Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br