Bastidores

Meu Nome é Farah mudou quase toda a história original em sua adaptação

Meu Nome é Farah nasceu de outra série, mas manteve apenas uma ideia central

Igor

Por Igor

24 de setembro de 2026 às 13h43

Meu Nome é Farah pode até ter nascido de uma produção argentina, mas a versão estrelada por Demet Özdemir e Engin Akyürek seguiu um caminho próprio desde o desenvolvimento do roteiro. Cenk Boğatur, um dos criadores da adaptação turca, revelou que a equipe preservou apenas uma ideia central de La Chica que Limpia e reconstruiu praticamente todo o restante da história.

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Em entrevista ao Entretetizei, o roteirista contou que o projeto chegou à O3 Medya por meio da coordenadora geral Çiğdem Geyik. A proposta inicial era adaptar a produção argentina, lançada em 2017, mas os autores decidiram aproximar os conflitos da realidade turca e dos temas que queriam discutir.

“Pegamos um único conceito da produção original e reconstruímos o resto para encaixá-lo na realidade turca”, explicou Boğatur.

Romance turco Meu Nome é Farah estreia na Netflix nesta sexta-feira (24)
Demet Özdemir e Engin Akyürek protagonizam Meu Nome é Farah, produção turca da Netflix(Foto: Reprodução/NOW)

A origem de Meu Nome é Farah

La Chica que Limpia acompanha uma mulher que trabalha com limpeza e acaba envolvida no mundo do crime. Esse ponto de partida permaneceu na adaptação turca, mas Meu Nome é Farah criou uma protagonista com outra origem e novos conflitos.

Farah é uma médica iraniana que deixa seu país e passa a viver de forma irregular em Istambul. Sem poder exercer a profissão, ela trabalha como faxineira enquanto tenta garantir o tratamento do filho Kerimşah, que enfrenta uma doença rara.

Segundo Boğatur, justamente os temas relacionados à imigração, maternidade solo e experiência de viver como estrangeira chamaram a atenção dos roteiristas. A condição de Farah também permitiu que a produção abordasse exclusão social e a luta da personagem para proteger o filho.

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Romance com Tahir ganhou mais espaço na adaptação

Outra mudança importante aparece na relação entre Farah e Tahir. A distribuidora Calinos Entertainment descreveu a versão turca como uma adaptação com maior destaque para o romance entre os protagonistas.

Na história, Farah presencia um assassinato e cruza o caminho de Tahir, homem ligado ao grupo criminoso responsável pelo crime. O encontro transforma a relação inicialmente marcada pelo medo e pela ameaça em uma ligação cada vez mais próxima.

Esse desenvolvimento ajuda a explicar por que Meu Nome é Farah se distancia progressivamente da estrutura que deu origem à produção. Em vez de simplesmente reproduzir a trama argentina, os roteiristas usaram sua premissa como ponto de partida para construir personagens, relações e conflitos próprios.

O resultado foi uma história dividida originalmente em duas temporadas na Turquia, protagonizada por Demet Özdemir e Engin Akyürek. No Brasil, Meu Nome é Farah faz parte do catálogo da Netflix, onde a plataforma apresenta a produção como um drama sobre uma médica iraniana que trabalha como faxineira e acaba entrando em conflito com uma família criminosa.

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Sobre o autor
Igor

Igor

Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br