A série O Roubo, do Prime Video, chega ao fim deslocando o foco do assalto em si para as consequências morais, políticas e pessoais provocadas pelo plano que movimentou bilhões e colocou em xeque o sistema financeiro internacional.
No último episódio, intitulado “Saldo Positivo“, a produção abandona a lógica tradicional de “crime e punição” e aposta em um encerramento mais ambíguo, que redefine heróis, vilões e vencedores.
Quem estava por trás do roubo?

O grande ponto de virada do final é a revelação de que Darren Yoshida, investigador financeiro que aparentava colaborar com as autoridades, foi o verdadeiro articulador do roubo. Mais do que enriquecer, ele arquitetou o esquema para expor como grandes fortunas circulam por paraísos fiscais, blindadas por estruturas legais e políticas que raramente sofrem consequências.
Yoshida usa o roubo como uma demonstração prática da fragilidade e da hipocrisia do sistema. Embora o dinheiro desviado da Lochmill Capital seja oficialmente devolvido, parte dos recursos permanece fora do alcance das autoridades, armazenada em carteiras digitais que simbolizam o poder invisível que a série critica.
O destino dos protagonistas: o que acontece com Zara e Rhys?
No confronto final, Zara e o detetive Rhys sobrevivem fisicamente e moralmente. Ambos recusam a proposta de Yoshida de manter uma parte do dinheiro vinculada ao plano maior, entendendo que aceitar significaria se tornar cúmplices permanentes de um esquema que, apesar do discurso idealista, continua baseado em corrupção e manipulação.

A grande reviravolta, no entanto, vem quando Zara revela ter escondido uma carteira de criptomoedas com cerca de £20 milhões, recuperada discretamente durante o caos do assalto. Diferente dos bilhões envolvidos no plano principal, esse valor não está diretamente atrelado às engrenagens do sistema financeiro que Yoshida queria expor, funcionando quase como uma brecha pessoal dentro de um jogo maior.
Quem morre na série O Roubo?
A trama não mata personagens centrais em seu desfecho. Ao longo da trama, há mortes de personagens ligados ao assalto e às forças de segurança, sempre como consequência do caos gerado pela operação.
No episódio final, Zara, Luke, Rhys e Darren Yoshida sobrevivem, reforçando a escolha da produção por um impacto mais moral do que violento.
Um final aberto, mas não inconclusivo

O encerramento mostra Zara e Rhys deixando para trás o local onde tudo começou, sem um destino definido. Não há promessas explícitas de felicidade, redenção ou justiça absoluta. O que existe é a possibilidade de recomeço, construída sobre escolhas imperfeitas, mas conscientes.
Esse desfecho reforça a proposta central da série: não existe vitória limpa em um sistema estruturalmente corrompido. Mesmo quem tenta expor as falhas acaba se beneficiando delas de alguma forma. O Roubo não entrega respostas fáceis, mas provoca o público a refletir sobre quem realmente paga o preço quando crimes financeiros bilionários vêm à tona.
O que o final diz sobre uma possível continuação
Embora a trama principal seja encerrada, o último episódio deixa espaço para uma eventual continuação. Yoshida segue livre, o sistema permanece intacto e os protagonistas carregam um segredo que pode voltar a cobrá-los no futuro. Caso a série retorne, o conflito tende a migrar do assalto para as consequências de longo prazo dessas escolhas.
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