A Uma Carta à Minha Juventude estreou nesta quinta-feira (29) na Netflix trazendo ao catálogo um drama indonésio centrado em juventude, abandono e memória afetiva. Ambientado em um orfanato, o filme aposta em uma relação improvável entre um adolescente rebelde e um cuidador introspectivo para discutir como traumas da infância moldam decisões, vínculos e identidades na vida adulta.
O elenco reúne nomes conhecidos do cinema e da televisão da Indonésia, mesclando atores experientes e jovens intérpretes. Millo Taslim lidera o filme em um papel contido, que exige mais expressão emocional do que diálogos extensos. Ao seu redor, estão Fendy Chow, Halim Latuconsina, Cleo Haura, Aqila Herby e Jordan Omar, que dão vida às crianças e adolescentes do orfanato.
A história de Uma Carta à Minha Juventude
A trama acompanha Kefas, um adolescente rebelde que vive em um orfanato e carrega marcas profundas de abandono e perdas precoces. Sua postura desafiadora funciona como um escudo emocional diante de um ambiente que, embora coletivo, intensifica a sensação de solidão. Ao longo do filme, o jovem entra em choque com o cuidador do local, um adulto reservado que também esconde feridas do passado.
O encontro entre os dois, inicialmente marcado por conflitos, se transforma gradualmente em um vínculo inesperado. O roteiro constrói essa relação com delicadeza, mostrando como pequenos gestos, conversas interrompidas e silêncios compartilhados ajudam ambos a confrontar suas dores. A narrativa usa lembranças e cartas como recurso simbólico para refletir sobre decisões, arrependimentos e o peso da juventude na formação da identidade adulta.
Bastidores e proposta da produção
Dirigido por Sim F., com roteiro assinado por Daud Sumolang, o filme é uma produção da Buddy Buddy Pictures em parceria com a Netflix. A proposta criativa foi desenvolver um drama de formação que dialogasse com experiências universais, mesmo partindo de um contexto cultural específico. A ambientação em um orfanato funciona como metáfora para sentimentos de deslocamento, busca por pertencimento e construção de laços afetivos.
Em entrevista ao site VOI, o diretor afirmou que o filme nasceu de experiências pessoais vividas ainda na infância, quando passou um período em um orfanato. Segundo ele, revisitar essas memórias não foi um processo simples, mas acabou se tornando o ponto central da construção. “Quando você olha para isso como tristeza, parece pesado. Mas quando olha agora com um ponto de vista diferente, pode se transformar em algo positivo, até mesmo em uma bênção para outras pessoas”, declarou o cineasta.
Onde assistir e por que o filme chama atenção
Uma Carta à Minha Juventude está disponível exclusivamente na Netflix, com áudio original em indonésio e legendas em português. O filme se insere no gênero coming of age, mas se diferencia por tratar o amadurecimento não como um ponto de chegada, e sim como um processo contínuo, marcado por recaídas, lembranças e reconciliações internas.
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