Lançado pelo Prime Video no início de fevereiro, Love Me, Love Me levou para o streaming a história que nasceu no Wattpad e se transformou em fenômeno editorial. A trama acompanha June White, jovem britânica que se muda para Milão após uma tragédia familiar e se envolve em um intenso triângulo amoroso na nova escola.
O longa mantem o eixo central do romance entre June, Will e James, a adaptação cinematográfica faz alterações importantes em estrutura, desenvolvimento e conflitos para se adequar ao formato de longa-metragem. Abaixo, confira 8 diferenças marcantes entre o livro e o filme.
1. O luto de June tem peso diferente
No livro, o passado da protagonista é explorado de forma gradual, com capítulos dedicados às memórias, culpas e inseguranças que moldam suas decisões. O leitor acompanha seus pensamentos com profundidade emocional.
No filme, o trauma é apresentado logo no início como motor da mudança para a Itália. A dor existe, mas é trabalhada de forma mais objetiva, servindo como ponto de partida para a nova fase da personagem.
2. A ambientação escolar é mais detalhada no livro
A versão literária dedica tempo à rotina na escola internacional, às primeiras impressões de June e às dinâmicas sociais que ela precisa enfrentar.
Já no longa, esse processo é acelerado. A adaptação rapidamente posiciona os interesses amorosos e os conflitos centrais, reduzindo o espaço para a construção gradual do ambiente.
3. O ritmo do romance é mais lento na obra original
No livro, a aproximação entre June e os dois garotos acontece em camadas, com dúvidas, afastamentos e reconciliações que se estendem por vários capítulos.
No filme, os vínculos se formam com mais rapidez. A tensão romântica é intensificada desde cedo para manter o impacto dramático dentro do tempo limitado da narrativa.

4. James ganha uma presença mais intensa na tela
Na obra literária, o lado misterioso de James é revelado aos poucos, com foco em suas contradições internas e conflitos pessoais.
Na adaptação, o personagem assume uma postura mais marcante e visualmente dramática, especialmente nas cenas ligadas às lutas clandestinas, que recebem destaque maior no audiovisual.
5. Personagens secundários perdem espaço
Amizades e figuras do núcleo escolar têm participação mais relevante no livro, com histórias paralelas que ampliam o universo da protagonista.
O filme opta por enxugar essas subtramas, concentrando o foco quase exclusivamente no triângulo amoroso e na jornada emocional de June.
6. Conflitos são externalizados no longa
Grande parte do livro é construída por meio de reflexões internas da protagonista. O leitor entende suas escolhas pelo que ela pensa e sente.
Na versão para o streaming, esses conflitos são transformados em diálogos diretos e confrontos explícitos, tornando a narrativa mais dinâmica e acessível ao público.
7. O tom do drama muda de intimista para mais visual
A experiência literária privilegia momentos silenciosos, dúvidas e ambiguidades emocionais. No filme, a trilha sonora, a fotografia e as cenas de impacto substituem parte dessa introspecção, criando um drama mais imediato e sensorial.
8. O desfecho tem construção diferente
Sem entrar em spoilers, o caminho até a decisão final de June apresenta variações no ritmo e na intensidade dos obstáculos enfrentados.
Enquanto o livro trabalha a conclusão de forma mais reflexiva, o longa aposta em maior tensão e dramaticidade para entregar um clímax compatível com o formato cinematográfico.
No fim, Love Me, Love Me no Prime Video não replica página por página a obra de Stefania S., mas propõe uma leitura mais ágil e visual da mesma história. A essência do triângulo amoroso permanece, mas a experiência muda conforme o meio.
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