Estivemos na coletiva de imprensa do filme Um Namorado Para Minha Mulher, que reuniu Ingrid Guimarães, Caco Ciocler, Domingos Montagner e a diretora Julia Rezende. O encontro apresentou detalhes da produção e destacou as escolhas criativas que guiaram a adaptação.

Segundo Julia Rezende, o longa explora situações cômicas típicas de um casamento em crise, sempre equilibrando o ponto de vista do marido e da esposa. “O filme mostra situações cômicas típicas de um casamento em crise, dos pontos de vista do homem e da mulher, com um humor inteligente, ácido e nada histriônico. Mas muito engraçado. Nena tem um olhar crítico sobre todos os assuntos, e seu mau humor se revela extremamente sagaz”, afirma a diretora, que assina o roteiro ao lado de Lusa Silvestre, com colaboração de Ingrid Guimarães.

Para Ingrid, o projeto representa a chance de apresentar ao público uma faceta diferente da sua trajetória no cinema e na TV. A atriz descreve Nena como uma personagem única, marcada por personalidade forte e humor afiado. “Nena tem humor ácido, é cheia de personalidade e muito crítica. Ela não é uma heroína como as outras, não é politicamente correta”, comenta, destacando o desafio e a satisfação de interpretar um papel tão distinto em sua carreira.

Julia Rezende, como foi o preparo e a adaptação do elenco de Um Namorado Para Minha Mulher?

“Caco e Domingos são atores maravilhosos que circulam por qualquer gênero e trouxeram um frescor muito interessante para o filme. O Caco construiu um Chico muito verdadeiro, um cara frágil que se sente atropelado pela própria mulher, que não consegue se colocar. Ele se deixa levar por ela, pelos amigos, por todos que estão ao seu redor. Ele fez desse personagem um sujeito muito engraçado, mas a comicidade dele não está em piadas e, sim, na sua incapacidade de tomar as rédeas das situações.”

“O Domingos nos presenteou com toda a sua experiência de circo, de palhaço, e foi uma experiência muito bacana subverter o lugar de galã que a televisão deu para ele nos últimos anos. A gente se divertiu muito criando aquela figura, com peruca, com um figurino inusitado. As cenas em que o Caco e o Domingos contracenam são super engraçadas e nenhum dos dois está tentando nos fazer rir, simplesmente acontece!”

“Desde a primeira vez que li o roteiro, tive certeza que o Gastão só podia ser o Paulinho! Ele tem esse charme e uma personalidade moderna que era exatamente o que personagem precisava. As cenas dele com a Ingrid tiveram muito improviso e ele embarcou completamente nesse jogo, foi muito bacana.”

“Ensaiamos bastante, fizemos leituras, eu adoro essa preparação com os atores. É sempre uma etapa de muitas descobertas em que ganhamos coisas que vão conosco até o final do filme. Às vezes surge uma palavra, um gesto, uma respiração, e isso vai estar presente ao longo de todo o processo de filmagem.”

“O filme conta a história de um casal que está vivendo uma crise depois de 15 anos juntos. Vemos essa situação do ponto de vista do Chico, que está sufocado pela Nena, mas que não consegue se impor.” Resume Caco. “Então, do modo mais torto e errado, ele encontra uma solução pra que o casamento acabe sem que ele tenha que dizer pra ela que não está feliz. Acho que essa é uma situação com que muitas pessoas se identificam, homens e mulheres, porque nunca é fácil terminar um relacionamento.”

Ingrid conta sobre improvisação feita em uma das cenas:

“Teve uma cena específica que pedi pra Júlia ligar a câmera e deixar a gente pirar. Era uma festa que reunia Marcos Veras, Marcelo Lahan, Paulinho Serra, Miá Mello, era muito comediante junto. Esses encontros são melhores do que o texto. Te confesso que tiveram que cortar os takes que eu apareci rindo. Até porque Nena quase não sorri.”

Domingos afirma que o circo foi introduzido no filme por sua experiência e que a cena que se passa no circo foi tudo espontâneo. Além disso, ele conta como foi a construção do seu personagem: “Fomos construindo juntos, eu a Julia, o que seria o inusitado dessa figura – o visual, figurino. Me inspirei muito na minha trajetória pessoal de comicidade.

 

Depoimento do Elenco que não estiveram presente na coletiva:

Paulo Vilhena “Esse filme tem um grande diferencial em se tratando de comédia romântica que são as trajetórias dos personagens e como elas vão acontecendo juntas e paralelamente. Não é um personagem especifico que vai de repente tirar uma risada, ou ser mais interessante. A história tem muito a agradar pela forma que ela é conduzida. Os personagens vão se integrando à trama naturalmente. Meu personagem é comum, trabalha com internet, é envolvido com essas coisas contemporâneas da velocidade das informações. E com a ajuda desses personagens paralelos conta-se a história do casal principal.”

Miá Mello “Recebi um convite irrecusável: participar do novo filme da Julia Rezende com a Ingrid Guimarães. Eu disse pra Julia: Não precisa nem me mandar o texto, tô dentro! No filme faço uma pequena, mas importante participação. Sirvo de ouvinte pra as angústias de Nena, que não são poucas. Achei a história muito boa e me identifiquei com essa dificuldade em pôr fim nas relações. Cheguei até a cogitar que não teria sido má ideia usar o Corvo em relacionamentos passados. A cena mais divertida que participei foi a da festa. Além de reencontrar bons amigos como Paulinho Serra, Leticia Colin e Marcos Veras, gargalhava a cada improviso dessa turma fera. Foi uma noturna, mas que passou num piscar de olhos. Ao assistir ao trailer fiquei arrepiada até a cabeça, sabe!? Pegue um lencinho de papel e uma boa companhia que a diversão eu garanto.”

Equipe de redação do site Séries em Cena. Com a curadoria da nossa equipe, selecionamos os conteúdos mais interessantes da semana.