O dorama sul-coreano A Arte de Sarah estreou na Netflix nesta sexta-feira (13) apostando em uma narrativa marcada por suspense psicológico, identidade falsa e reviravoltas criminais.
Com oito episódios na primeira temporada, a produção combina drama social e investigação policial em uma trama que questiona até que ponto alguém pode reinventar a própria história.
Ambientada em meio ao universo das marcas de luxo e da alta sociedade, a série apresenta uma protagonista enigmática cuja vida aparentemente perfeita começa a desmoronar quando segredos do passado vêm à tona.

Uma identidade construída sobre mentiras
A história gira em torno de Sarah, uma mulher que construiu cuidadosamente uma imagem sofisticada e admirada. No entanto, quando um corpo é encontrado e inconsistências começam a surgir, a polícia passa a investigar sua verdadeira identidade. O que parecia ser apenas uma vida glamourosa revela-se um quebra-cabeça de versões conflitantes, documentos suspeitos e memórias apagadas.
A série trabalha com a tensão constante entre aparência e verdade. À medida que a investigação avança, o público descobre que Sarah pode ter vivido sob diferentes nomes e narrativas, criando uma persona que a ajudou a ascender socialmente, mas que também se torna sua maior ameaça.
Elenco e personagens centrais de A Arte de Sarah
A protagonista é interpretada por Shin Hye-sun, conhecida por papéis intensos e emocionalmente complexos. Na série, ela assume o desafio de dar vida a uma personagem ambígua, que alterna entre vítima e possível manipuladora.

Já o investigador responsável pelo caso é vivido por Lee Joon-hyuk, que conduz a apuração com olhar desconfiado e postura metódica. A dinâmica entre os dois sustenta grande parte da tensão narrativa, com confrontos silenciosos e revelações graduais.
O elenco de apoio complementa o mistério, trazendo personagens que orbitam o passado e o presente de Sarah, ampliando a rede de suspeitas e possibilidades.
Mistério, crítica social e atmosfera elegante
Além do suspense criminal, A Arte de Sarah também faz uma leitura crítica sobre status, reputação e o peso das aparências em uma sociedade movida por imagem e sucesso. O roteiro explora o desejo de pertencimento e as consequências de tentar apagar as próprias origens.
Visualmente, o dorama investe em cenários sofisticados e fotografia elegante, contrastando luxo e decadência. A atmosfera densa reforça a sensação de que cada detalhe pode esconder uma nova pista.
Com ritmo ágil e estrutura de minissérie, A Arte de Sarah entrega uma trama fechada, mas construída para manter o público em constante dúvida. Para quem gosta de histórias sobre identidades ocultas, investigações cheias de camadas e protagonistas moralmente complexas, a novidade da Netflix surge como uma das apostas mais intrigantes do mês.
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