O filme The Killer, disponível no catálogo da Netflix, encerra sua narrativa de forma mais contida e ambígua do que o público pode esperar de um thriller de ação tradicional.

Ao acompanhar a trajetória de Zee (Nathalie Emmanuel), uma assassina profissional conhecida por sua frieza e precisão, o longa conduz o espectador a um desfecho que não aposta em reviravoltas explosivas, mas em consequências morais.

A seguir, explicamos o que realmente acontece no final do filme, se Zee sobrevive e qual é o significado das decisões tomadas pela protagonista nos momentos finais da história.

O que acontece no final de The Killer?

Após passar grande parte do filme sendo caçada por antigos aliados do submundo do crime, Zee chega ao fim da linha quando percebe que não existe mais espaço para neutralidade. A decisão de não executar a jovem cega no início da trama desencadeia uma reação em cadeia que rompe definitivamente sua posição dentro da organização criminosa.

No ato final, Zee enfrenta aqueles que tentam eliminá-la, mas o confronto não é tratado como uma grande vitória pessoal. Ao contrário, a narrativa deixa claro que cada escolha cobra um preço. A violência, antes controlada e quase mecânica, passa a carregar peso emocional e consequências irreversíveis.

Zee em cena do filme The Killer (foto: Reprodução/Netflix)

Zee sobrevive no final do filme?

Sim, Zee sobrevive fisicamente, mas o filme deixa claro que sua sobrevivência não representa uma libertação completa. O desfecho sugere que ela escapa do ciclo imediato de perseguição, mas não encontra redenção plena nem um novo começo idealizado.

A última cena reforça essa ideia ao mostrar a protagonista em silêncio, longe da vida que conhecia, sem celebração ou sensação de vitória. A sobrevivência de Zee é apresentada como um estado de suspensão: ela está viva, mas marcada por tudo o que perdeu ao longo do caminho.

VEJA TAMBÉM: A Grande Inundação final explicado: entenda o desfecho que redefine toda a história do filme

O verdadeiro significado do final

O final de The Killer não pretende recompensar a protagonista, mas questionar o custo das escolhas. Ao poupar uma vida, Zee rompe com o código que sempre guiou sua existência, mas isso não a transforma automaticamente em alguém livre ou absolvida.

O filme sugere que, dentro daquele universo, não há redenção fácil. A humanidade recuperada por Zee vem acompanhada de isolamento, culpa e da necessidade de reconstruir sua identidade fora da violência, algo que o roteiro deixa em aberto.

Essa abordagem diferencia o longa de outros thrillers de ação da Netflix, apostando mais na ambiguidade moral do que em um encerramento fechado.

VEJA MAIS: Aileen – A História de uma Serial Killer: Netflix revisita o caso real que chocou o mundo; entenda a história

Cena de confronto no final do filme The Killer
Confronto decisivo marca o final de The Killer (foto: Reprodução/Netflix)

O detetive e o jogo de espelhos

O personagem do detetive interpretado por Omar Sy funciona como um espelho moral da protagonista. No final, fica claro que ele compreende quem Zee é e o que ela fez, mas também reconhece que o sistema em que ambos operam está longe de ser justo ou simples.

A ausência de uma punição direta reforça o tom do filme: não se trata de justiça tradicional, mas de consequências internas e psicológicas.

O final abre espaço para continuação?

Embora The Killer seja um filme fechado, o final não descarta completamente uma continuação. A sobrevivência de Zee e o estado indefinido de sua nova vida permitem imaginar desdobramentos futuros, mas não há indicação direta de sequência.

A proposta parece ser mais reflexiva do que serializada, encerrando a história com coerência temática, mesmo sem respostas definitivas.

Para não perder nenhuma novidade sobre filmes e séries do streaming, acompanhe o Séries em Cena no WhatsApp e siga nosso perfil no Twitter/X.

Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br