Lançada nesta quinta-feira (01) pela Netflix, Custe o Que Custar rapidamente chamou atenção do público por seu enredo intenso, centrado no desaparecimento de uma adolescente e na obsessiva busca de um pai por respostas.
O tom realista da narrativa e a abordagem de temas sensíveis levantaram uma dúvida recorrente entre os espectadores: afinal, a série é inspirada em fatos reais? A produção mistura drama familiar, mistério e suspense psicológico, seguindo um formato já reconhecido em outras obras de sucesso do streaming.
Ainda assim, apesar da sensação de realidade, a origem da história é bem definida e não envolve um caso real específico.

A história da série Custe o Que Custar
Custe o Que Custar é uma adaptação direta do romance Run Away, publicado em 2019 pelo escritor Harlan Coben, um dos autores mais populares do suspense contemporâneo. Conhecido por criar tramas cheias de reviravoltas, Coben já teve diversos livros transformados em séries pela Netflix, sempre com boa repercussão internacional.
Na história, acompanhamos Simon Greene, um pai que vê sua vida desmoronar após o desaparecimento da filha adolescente. Ao tentar encontrá-la, ele acaba mergulhando em um submundo de segredos, mentiras e decisões extremas, colocando em risco sua própria família.
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A série é baseada em fatos reais?
Não, a produção não é baseada em uma história real nem em um caso documentado. Trata-se de uma obra de ficção, criada a partir da imaginação de Harlan Coben e adaptada para a televisão com liberdade criativa.
O que contribui para a confusão é o estilo narrativo do autor, que aposta em conflitos plausíveis, relações familiares complexas e situações que poderiam acontecer na vida real. Esse realismo emocional faz com que o público associe a trama a eventos verdadeiros, mesmo sem haver um fato específico por trás da história.
Por que a trama parece tão real?
Harlan Coben costuma declarar que suas histórias partem de medos universais, como a perda de um filho, o colapso de uma família ou segredos escondidos por anos. Em Custe o Que Custar, esses elementos são explorados de forma direta, sem exageros visuais, o que reforça a sensação de autenticidade.
Além disso, a série aborda temas atuais, como dependência química, identidade, culpa e até a dificuldade dos pais em compreender a vida secreta dos filhos. Esses aspectos ajudam a ancorar a narrativa em situações reconhecíveis para o público.
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Um suspense ficcional com impacto emocional
Mesmo sem ligação com fatos reais, a trama se destaca por construir um suspense progressivo, em que cada episódio aprofunda os dilemas morais dos personagens. A adaptação mantém o espírito do livro original, apostando mais na tensão psicológica do que em cenas de ação explícita.
O resultado é uma série que provoca identificação, desconforto e curiosidade, características que já se tornaram marca registrada das adaptações de Harlan Coben para a Netflix.

