A série Me Chama de Bruna, disponível no catálogo da Netflix, voltou aos holofotes após sua estreia na plataforma. Lançada originalmente em 2016, a produção passou a alcançar um novo público e reacendeu debates sobre seus temas centrais, como identidade, autonomia e julgamento social.
A trama acompanha a trajetória de Raquel, uma jovem de classe média que decide abandonar a vida familiar ainda na adolescência em busca de autonomia e pertencimento. Ao chegar a São Paulo, ela passa a explorar novos caminhos até adotar o nome Bruna Surfistinha e ingressar no mercado da prostituição de luxo.
Ao longo dos episódios, a série constrói um retrato íntimo da protagonista, mostrando não apenas sua rotina profissional, mas também os conflitos emocionais, as relações instáveis e o impacto psicológico de suas escolhas.

Afinal, Me Chama de Bruna é inspirada em uma história real?
A resposta é sim, mas com ressalvas importantes sobre o formato adotado pela série.
Criada como um drama de forte carga emocional, a produção se inspira na vida de Raquel Pacheco, que ganhou projeção nacional sob o nome de Bruna Surfistinha. Ainda assim, a série opta por adaptar acontecimentos, reorganizar linhas do tempo e aprofundar conflitos para atender à linguagem televisiva.
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Da vida real para a ficção
A história original começa com Raquel ainda adolescente, quando ela decide sair de casa e buscar independência em São Paulo. Pouco tempo depois, passa a atuar como acompanhante de luxo e adota o nome Bruna Surfistinha. O relato de sua rotina, inicialmente publicado em um blog pessoal, rapidamente viralizou e se tornou um fenômeno da internet brasileira nos anos 2000.

A série parte desse ponto real, mas constrói sua narrativa com liberdade criativa. Situações, diálogos e personagens são desenvolvidos para dar mais densidade dramática à protagonista, interpretada por Maria Bopp. O foco não está apenas na exposição da atividade profissional, mas nas consequências emocionais, sociais e psicológicas das escolhas feitas ao longo do caminho.
O que é fiel e o que foi adaptado
Embora baseada em fatos reais, Me Chama de Bruna não se propõe a ser um retrato documental. A série utiliza eventos reais como base, mas altera contextos, cria personagens compostos e reorganiza acontecimentos para construir arcos narrativos mais claros e contínuos.
Esse processo é comum em produções biográficas e permite explorar temas como solidão, identidade, julgamento social e autonomia feminina de forma mais aprofundada. O resultado é uma obra que dialoga com a realidade, mas assume o formato de ficção dramática.
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