Lançado pela Netflix no último dia 5, o filme Alvo da Máfia se tornou um dos títulos mais assistidos da plataforma ao retratar a jornada de William Bang, um assassino profissional moldado pela violência desde a juventude e totalmente devoto ao sistema de uma organização criminosa.
O filme estabelece desde o início que Bang não tem vida pessoal, vínculos afetivos ou senso de identidade fora das missões. O controle emocional quase clínico é justamente o que o torna eficiente.
A trama tem uma mudança significante quando ele sofre uma emboscada durante um trabalho e fica entre a vida e a morte. A máfia, temendo perder seu melhor executor, autoriza um transplante de emergência. No entanto, tudo muda quando William descobre a origem da doação do órgão.

A virada do filme Alvo da Máfia e sua lealdade cega ao desejo de redenção
O filme mostra Bang tentando retornar ao trabalho após a cirurgia, mas ele não reage da mesma forma. Há hesitação, culpa e uma crescente repulsa à violência. Ao visitar a viúva do doador — em um primeiro momento apenas para entender a origem do coração que recebeu — Bang desenvolve empatia, algo inédito em sua história.
Cutter interpreta essa mudança como fraqueza. Para o chefão da máfia, Bang deveria ser uma máquina perfeita, incapaz de questionar ordens ou demonstrar afeto. Quando Bang recusa cumprir um assassinato e põe em risco um esquema lucrativo, Cutter o declara traidor. Inicia-se a caçada: os melhores homens da organização são enviados para eliminá-lo. O roteiro transforma a narrativa em uma espiral de sobrevivência, colocando Bang contra o mesmo sistema que o criou.
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O caminho até a sequência final
À medida que o conflito se intensifica, Bang percebe que a única forma de proteger a viúva e o bebê é derrubar Cutter. Essa decisão leva o protagonista a agir pela primeira vez com motivação pessoal e não por obrigação criminal.
O filme então constrói uma série de confrontos brutais que funcionam como catarse: cada inimigo derrotado representa um pedaço da vida antiga que Bang precisa destruir para seguir adiante. Ele avança em direção ao quartel-general da máfia sabendo que, para encontrar paz, terá de enfrentar diretamente quem sempre ditou suas regras.
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Na cena final, Bang chega ao depósito onde Cutter está protegido por seus últimos homens. A sequência é construída em tensão crescente: Bang avança ferido, exausto, mas decidido. Cutter, ao contrário, aparece frio e confiante, acreditando que Bang não terá coragem de matar o homem que o criou.
A luta final é curta, mas intensa. Bang, mesmo debilitado, vence Cutter. Quando o chefão cai, o filme deixa claro que não é apenas mais uma morte para o currículo de Bang, é a morte do ciclo que moldou o protagonista.
Bang sobrevive, mas sai gravemente ferido. Ele abandona o depósito sozinho, sangrando, sem destino claro.
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