Tulsa King encerrou sua terceira temporada com o episódio exibido no Paramount+, trazendo um desfecho que redefine alianças, amplia o mapa criminal e confirma que Dwight Manfredi ainda está longe de encontrar estabilidade. O capítulo finalda série entrega violência, articulação política e a promessa de um universo maior dentro da franquia criada por Taylor Sheridan.

O encerramento marca um ponto de virada para a trama, já que os conflitos que vinham sendo construídos desde o início da temporada explodem em uma sequência decisiva, e cada escolha de Dwight passa a carregar efeitos diretos para o que vem pela frente. O episódio funciona tanto como conclusão quanto como preparação para a futura continuidade da história.

O confronto que encerra a guerra dos Dunmire

O episódio chega ao ápice quando Dwight invade o esconderijo de Jeremiah Dunmire para resgatar Joanne. A cena revela o lado mais implacável do protagonista, que derruba os capangas e enfrenta o líder rival em um embate físico e emocional. O sequestro da irmã dá à disputa um peso pessoal impossível de ignorar.

Sylvester Stallone como Dwight Manfredi em uma discussão séria no episódio final da terceira temporada de Tulsa King
Dwight em conversa tensa em cena da 3ª temporada de Tulsa King (foto: Reprodução/Paramount+)

O desfecho de Jeremiah, deixado para morrer no incêndio, simboliza a queda definitiva do adversário. Com isso, a estrutura que sustentava a influência dos Dunmire desmorona. O ato reforça a posição de Dwight como força dominante na região, ainda que o custo moral dessa vitória permaneça evidente ao longo da cena.

A aliança inesperada com o FBI

Enquanto encerra um conflito, Dwight inicia outro tipo de negociação. Ao entregar ao agente Musso uma confissão decisiva, ele assegura a licença federal para operar a destilaria Montague de forma legal. A trégua transforma antigas tensões em um acordo estratégico, mas coloca o protagonista dentro de uma nova cadeia de dependências.

Musso deixa claro que a ajuda tem preço. A relação indica que Dwight agora opera sob um acordo sensível, que pode ser explorado ou ampliado no futuro. A temporada termina mostrando essa parceria como um ponto de tensão permanente, mas não define exatamente qual será o limite dessa relação daqui para frente.

O peso da política na ascensão de Dwight

A vitória de Cal Thresher na eleição para governador altera o cenário político de Oklahoma. Embora Dwight não apareça como agente direto da campanha, seus movimentos ao longo da temporada contribuem para fortalecer aliados e enfraquecer inimigos, criando uma atmosfera propícia para a vitória de Thresher.

Sylvester Stallone como Dwight Manfredi sentado à mesa em uma sala escura na terceira temporada de Tulsa King
Dwight diante de novas decisões após os eventos finais da temporada em Tulsa King (foto: Reprodução/Paramount+)

Esse novo tabuleiro cria oportunidades e riscos. A política passa a ser parte ativa do ambiente onde Dwight opera, aproximando seus interesses do poder institucional. A temporada sugere uma possível ampliação dessas conexões, mas ainda não detalha como isso será explorado nos próximos capítulos.

A presença de Samuel L. Jackson e a expansão do universo

A aparição de Samuel L. Jackson no encerramento da temporada amplia o peso dramático das últimas cenas e adiciona uma nova camada às forças que cercam Dwight. A participação dele reforça o clima de transição deixado pelo episódio final, sugerindo que o protagonista não está mais lidando apenas com ameaças locais.

Samuel L. Jackson sentado em um bar como Washington Jr. na terceira temporada de Tulsa King
Aparição de Samuel L. Jackson como Washington Jr. em Tulsa King (foto: Reprodução/Paramount+)

Essa presença também funciona como um movimento maior dentro da franquia. A menção a Nova Orleans surge como uma ponte discreta para o spin-off NOLA King, já anunciado, indicando que a narrativa de Tulsa King começa a se abrir para um universo mais amplo. A temporada não detalha como esses caminhos vão se conectar, mas deixa claro que o terreno está preparado para isso.

O que esperar da 4ª temporada

Mesmo após as vitórias, Dwight encerra a temporada em um cenário de equilíbrio instável. Ele controla a destilaria, tem influência após a eleição de Thresher e eliminou seu maior rival, mas continua cercado por alianças recentes, acordos delicados e responsabilidades que ainda podem gerar atritos.

A série deixa claro que a estrutura de poder em Tulsa está em transformação, e Dwight terá de lidar com as consequências de suas escolhas. Embora o episódio não revele qual será o foco da nova temporada, o conjunto das tramas indica que política, acordos federais e a expansão do universo serão elementos presentes nos próximos capítulos.

Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br