Lançada nesta semana pela Netflix, a minissérie Sereias (Sirens) termina com um desfecho denso e simbólico que deixou o público intrigado. Criada por Molly Smith Metzler e estrelada por Julianne Moore, a série navega entre manipulação psicológica, poder econômico e relações familiares disfuncionais. Mas afinal, o que significa o final da história — e qual é o verdadeiro segredo de Michaela Kell?

Michaela não é uma assassina — mas é manipuladora
Interpretada com camadas por Julianne Moore, Michaela é a personificação contemporânea do arquétipo mitológico das sereias: encantadora, poderosa e destrutiva. Ao longo dos cinco episódios, ela mantém controle sobre todos ao seu redor, especialmente Simone (Milly Alcock), sua jovem assistente pessoal.
O grande segredo de Michaela envolve Jocelyn, a ex-esposa de seu marido, Peter Kell (Kevin Bacon). Durante a trama, há insinuações de que Michaela pode estar envolvida na morte de Jocelyn — uma suspeita alimentada por Devon (Meghann Fahy), irmã protetora de Simone. Mas no episódio final, a verdade vem à tona: Jocelyn está viva.
Embora inocente de assassinato, Michaela demonstra um comportamento manipulador ao longo da série, exercendo controle sobre aqueles ao seu redor.

A verdade sobre Jocelyn e a obsessão de Michaela
Jocelyn não foi assassinada, mas sim afastada da vida pública após uma cirurgia plástica que a deixou desfigurada. Ela vive reclusa, longe dos holofotes, por decisão própria. Michaela, embora não seja culpada por um crime, escondeu deliberadamente essa informação para manter o domínio sobre seu círculo social e emocional — revelando o nível de sua manipulação.
Essa revelação desmonta a tese de crime, mas confirma algo ainda mais perturbador: Michaela construiu um império emocional baseado no controle e no silêncio. Sua verdadeira natureza não é criminosa, mas profundamente tóxica.

Simone vira o jogo: de assistente a nova senhora Kell
O ápice dramático ocorre quando Simone é flagrada por Michaela em uma situação íntima com Peter. A reação imediata é sua demissão. No entanto, Peter decide romper com Michaela e apresenta Simone como sua nova parceira durante um evento beneficente, promovendo-a a nova “senhora Kell”.
Esse momento representa uma inversão de papéis e ecoa o título da série: agora é Simone quem entoa o canto da sereia, seduzindo e ascendendo socialmente, exatamente como sua antiga chefe havia feito no passado.

Devon escolhe a realidade
A personagem Devon, que entrou na história para proteger a irmã, decide se afastar de tudo. Ela retorna para sua cidade natal, Buffalo, onde passa a cuidar do pai doente. Sua decisão representa o abandono definitivo do mundo de ilusões e manipulações que Michaela criou. Enquanto Simone sucumbe ao fascínio do poder, Devon opta pela realidade e pelo afeto genuíno.
Um final simbólico e aberto a interpretações
A série termina com um equilíbrio delicado entre fechamento narrativo e ambiguidade. Michaela, embora derrotada emocionalmente, não é exposta ou punida judicialmente. Simone assume seu lugar, e a história se encerra com o ciclo de sedução e manipulação se repetindo.
O simbolismo das sereias — mulheres irresistíveis que atraem para a perdição — se materializa em Michaela e, posteriormente, em Simone. Ambas refletem os perigos da ambição desmedida e da busca por aceitação em um mundo elitista.
Vai ter segunda temporada de Sereias?
Apesar de a série ter sido concebida como uma minissérie, a criadora Molly Smith Metzler já afirmou que os personagens “seguem vivos” em sua mente e que não descarta uma continuação, caso a Netflix queira investir em uma nova leva de episódios. Por enquanto, não há confirmação oficial sobre a renovação.
A primeira temporada de Sereias tem 5 episódios e todos já estão disponíveis na Netflix.
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