REVIEW: Um Pequeno Favor (A Simple Favor, 2018)

PUBLICIDADE Um Pequeno Favor reúne Blake Lively e Anna Kendrick em um thriller de humor ácido dirigido por Paul Feig, conhecido por explorar personagens femininas com personalidade marcante. O filme adapta o livro de Darcey Bell e apresenta uma estética cuidadosa, figurinos chamativos e um marketing robusto, que criaram expectativas altas para o público. No […]

REVIEW: Um Pequeno Favor (A Simple Favor, 2018) Reviews
Um Pequeno Favor é um bom filme (foto: Reprodução)
Mayara

Por Mayara

29 de setembro às 11h49

Atualizado 3 meses atrás

PUBLICIDADE

Um Pequeno Favor reúne Blake Lively e Anna Kendrick em um thriller de humor ácido dirigido por Paul Feig, conhecido por explorar personagens femininas com personalidade marcante. O filme adapta o livro de Darcey Bell e apresenta uma estética cuidadosa, figurinos chamativos e um marketing robusto, que criaram expectativas altas para o público. No entanto, a obra não mantém o mesmo nível de impacto em sua construção narrativa.

Sátira elegante com pistas falsas que nem sempre funcionam

A premissa se destaca pelo mistério em torno do desaparecimento de Emily Nelson, personagem de Blake Lively, cuja ausência leva Stephanie Smothers, interpretada por Anna Kendrick, a investigar o que realmente aconteceu. A história se apoia em reviravoltas constantes, mas a estratégia de embaralhar o público com sucessivos twists acaba prejudicando o ritmo do filme. A trama perde fôlego antes de atingir o clímax e se distancia da tensão necessária para um thriller mais consistente.

PUBLICIDADE
Imagem do filme Um Pequeno Favor
Cena do filme Um Pequeno Favor (foto: Reprodução)

Paul Feig aposta em uma sátira que brinca com os exageros das próprias personagens e com os absurdos da situação. A ideia funciona em vários momentos, mas a execução oscila entre comédia, suspense e melodrama, o que enfraquece o impacto emocional. A narração de Stephanie, que poderia agregar camadas, acaba contribuindo para a sensação de dispersão estrutural.

Critica: A Grande Inundação
Escolha do editor

Critica: A Grande Inundação

Direção voltada ao público feminino e diálogos que elevam a experiência

A narrativa tem foco claro no público feminino e se destaca nos diálogos, um dos pontos fortes do filme. A troca entre as protagonistas revela química, contraposição de estilos e temas relacionados a amizade, maternidade, independência e imagem pública. Mesmo quando a trama perde equilíbrio, as conversas entre Stephanie e Emily sustentam boa parte da experiência.

PUBLICIDADE

Algumas leituras destacam elementos de empoderamento feminino presentes no subtexto, algo recorrente na filmografia de Feig. O filme explora relações de poder, rivalidade e transparência emocional, ainda que nem sempre de forma aprofundada.

Comparações inevitáveis com dramas adolescentes contemporâneos

Ao lidar com segredos, mentiras e revelações sucessivas, o filme lembra uma versão adulta de séries como Pretty Little Liars. A estrutura tenta combinar o exagero do “novelão” com o mistério atmosférico de thrillers clássicos, mas não encontra um equilíbrio duradouro. O resultado é envolvente em alguns trechos, mas menos coeso do que a obra original parecia prometer.

PUBLICIDADE

Atuações e figurinos elevam o filme acima de suas falhas

Blake Lively entrega uma das interpretações mais marcantes de sua carreira recente. Emily Nelson surge como uma figura magnética, independente, sofisticada e envolta em uma aura de perigo. A construção visual da personagem reforça essa força, com figurinos que dialogam com o estilo icônico da atriz desde seus tempos em Gossip Girl.

Anna Kendrick, por outro lado, compõe Stephanie Smothers com leveza e vulnerabilidade. A personagem, uma mãe solteira que administra um vlog, contrasta totalmente com Emily. Sua simplicidade, tanto no comportamento quanto no figurino, revela uma mulher inteligente, observadora e mais complexa do que aparenta. O contraste entre as duas é um dos trunfos do filme.

PUBLICIDADE

O que achamos?

Um Pequeno Favor é uma produção estilosa, com ótimas atuações e uma direção que valoriza personagens femininas complexas. O visual sofisticado e o humor ácido sustentam grande parte da experiência. Entretanto, a falta de equilíbrio nas reviravoltas e o ritmo irregular fazem com que o filme não alcance todo o seu potencial, especialmente para quem aguardava um thriller mais sólido.

Mesmo assim, continua sendo uma obra divertida, com personalidade, e que merece ser descoberta por quem aprecia mistério, estética caprichada e boas interpretações.

Para acompanhar mais críticas, análises e estreias do cinema e do streaming, siga o Séries em Cena no Google Notícias e receba nossas atualizações diretamente no seu feed.

Assuntos do post