História real

Câncer com Ascendente em Virgem é baseado em fatos reais? Conheça a história

Drama com Suzana Pires nasceu da experiência da produtora Clélia Bessa, diagnosticada com câncer de mama aos 45 anos

Igor

Por Igor

19 de outubro de 2026 às 22h50

Câncer com Ascendente em Virgem transforma uma experiência real em uma história sobre medo, família e a decisão de continuar vivendo mesmo diante de um diagnóstico difícil. Exibido na Tela Quente de hoje (19), o filme estrelado por Suzana Pires nasceu da trajetória da produtora Clélia Bessa, que enfrentou um câncer de mama.

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Clélia recebeu o diagnóstico em 2008, aos 45 anos. Naquele período, também enfrentava mudanças na vida pessoal e criava uma filha adolescente. Em vez de guardar as dificuldades do tratamento, decidiu compartilhar experiências e inquietações no blog Estou com Câncer, e Daí?.

Os textos acabaram formando a base do longa dirigido por Rosane Svartman. Apesar disso, a protagonista Clara e os acontecimentos vistos na tela não devem ser entendidos como uma reprodução exata da vida da produtora.

Globo exibe o filme Câncer com Ascendente em Virgem na Tela Quente de hoje, 19 de outubro
Suzana Pires vive Clara em drama brasileiro inspirado em história real(foto: Reprodução/Downtown Filmes)

Quem é a mulher que inspirou Câncer com Ascendente em Virgem?

Produtora de cinema, Clélia começou o blog durante o tratamento e encontrou no humor uma maneira de abordar assuntos pouco discutidos naquele momento. Ela escreveu sobre medo, autoestima, relações pessoais, sexualidade e as mudanças provocadas pela doença.

Anos depois, os relatos também deram origem ao livro Estou com Câncer, e Daí?, publicado pela Editora Cobogó. Foi durante o processo de transformar o material em livro que Clélia percebeu o potencial daquela experiência para chegar ao cinema.

A própria produtora procurou Rosane Svartman para dirigir a adaptação. Suzana Pires entrou no projeto como protagonista e roteirista, trabalhando no texto com Martha Mendonça e Pedro Reinato. O desenvolvimento transformou as memórias de Clélia em uma narrativa independente.

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O que há de real na história de Clara?

Clara é uma personagem fictícia, mas carrega partes importantes da experiência de Clélia. A produtora revelou que o medo de morrer e, principalmente, a relação próxima com a filha adolescente permaneceram na adaptação. Ela também acompanhou as falas criadas para a protagonista durante o desenvolvimento do roteiro.

O humor usado para enfrentar momentos delicados também veio dos relatos originais. Segundo Suzana Pires, essa característica já estava presente no blog e ajudou a estabelecer o equilíbrio entre drama e leveza que define o filme.

Outros elementos foram construídos para a ficção. No longa, Clara é professora de matemática e influenciadora educacional, enquanto personagens e situações ao redor dela ajudam a ampliar temas como amizade, trabalho, maternidade e a necessidade de aceitar ajuda durante o tratamento.

A história real mudou o significado do filme

Para Clélia, a intenção nunca foi colocar apenas o câncer no centro da narrativa. A produtora explicou que a história também fala sobre relações familiares, corpo, trabalho, sororidade e a importância de permitir que outras pessoas ofereçam apoio.

Assim, Câncer com Ascendente em Virgem é baseado em fatos reais, mas usa a ficção para ampliar uma experiência pessoal. O que começou com os relatos de uma mulher diagnosticada em 2008 tornou-se a história de Clara e uma forma de abordar como a doença também transforma as pessoas e relações ao redor de quem recebe o diagnóstico.

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Sobre o autor
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Igor

Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br