NOS CINEMAS

Digger quase se chamou “Blah, Blah, Blah”; diretor explica título descartado

Alejandro G. Iñárritu revela que nome original traduzia uma das principais ideias da sátira estrelada por Tom Cruise

Lucas Emanuel

Por Lucas Emanuel

30 de setembro de 2026 às 15h18

Antes de se tornar Digger, o novo filme de Tom Cruise quase chegou aos cinemas com um título bem diferente. Alejandro G. Iñárritu revelou que considerou chamar a produção de Blah, Blah, Blah, expressão escolhida para representar uma das principais provocações da história.

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A ideia estava diretamente ligada à maneira como o diretor enxerga o poder da linguagem. No longa, que estreia nesta quinta-feira (1), palavras, discursos e versões diferentes da realidade fazem parte de uma sátira sobre poder, ego e a tentativa de controlar uma crise que pode provocar consequências globais.

Por que Digger quase se chamou Blah, Blah, Blah

Em entrevista repercutida pelo The Hollywood Reporter, Iñárritu explicou que o título fazia referência à língua humana como uma arma capaz de modificar a percepção das pessoas.

O cineasta afirmou que as palavras podem fazer alguém acreditar até mesmo naquilo que não consegue enxergar. Essa ideia atravessa a trajetória de Digger Rockwell, personagem de Cruise que tenta controlar as consequências de um desastre provocado por seus próprios negócios.

Alejandro G. Iñárritu nos bastidores do filme Digger
Alejandro G. Iñárritu considerou “Blah, Blah, Blah” antes de escolher o título definitivo de Digger (foto: Reprodução/Warner Bros)

Ao longo da história, o magnata do petróleo embarca em uma missão para convencer o mundo de que pode solucionar a catástrofe que ajudou a criar. O discurso do personagem, portanto, se torna parte essencial da sátira construída pelo diretor.

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Nome definitivo coloca Tom Cruise no centro da história

A produção acabou abandonando Blah, Blah, Blah e adotou o sobrenome do protagonista como título. Digger Rockwell aparece como um poderoso empresário cuja companhia desencadeia uma crise ambiental com potencial para atingir milhões de pessoas.

O filme acompanha sua tentativa cada vez mais caótica de se apresentar como salvador da humanidade. Cruise surge com uma transformação física incomum e assume um personagem distante dos heróis de ação que dominaram sua carreira recente.

Iñárritu também reencontra o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki e trabalha novamente com os roteiristas Alexander Dinelaris e Nicolás Giacobone. Sabina Berman completa a equipe responsável pelo roteiro.

Digger estreia nesta quinta-feira no Brasil

Além de Cruise, Digger reúne Riz Ahmed, John Goodman, Sandra Hüller, Michael Stuhlbarg, Jesse Plemons, Emma D’Arcy e Sophie Wilde no elenco.

O longa estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 1º de outubro, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. A Warner Bros. distribui a produção mundialmente.

A escolha de Digger tornou o título mais diretamente associado ao protagonista, mas a alternativa descartada ajuda a revelar uma das ideias que Iñárritu pretende explorar por trás do humor absurdo e da crise provocada por Rockwell.

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Sobre o autor
Lucas Emanuel

Lucas Emanuel

Estudante de jornalismo apaixonado por séries, sempre em busca da próxima maratona. Atualmente, estagiário no Séries em Cena, onde exploro o universo das produções e compartilho meu olhar crítico sobre o que está em alta no mundo das telinhas. E-mail: lucas.emanuel@seriesemcena.com.br