A série A Arte de Sarah encerra sua temporada com uma das reviravoltas mais ambíguas do catálogo recente da Netflix. O dorama começa como um suspense policial envolvendo a descoberta de um corpo em um esgoto, mas aos poucos se transforma em um estudo sobre identidade, ambição e reinvenção social.

No último episódio, a revelação sobre quem realmente morreu muda completamente o significado da história. A protagonista não apenas sobrevive, como também toma uma decisão extrema que altera juridicamente sua própria existência.

A seguir, explicamos em detalhes o que realmente acontece no final. Atenção: o texto contém spoilers do final da série.

Cena da investigação policial em A Arte de Sarah mostrando detetive analisando provas
A investigação sobre o corpo encontrado movimenta toda a trama de A Arte de Sarah (foto: Reprodução/Netflix)

Quem morreu no final de A Arte de Sarah?

Durante toda a temporada, o público acredita que Sarah Kim foi assassinada. O corpo encontrado ao lado de uma bolsa de luxo da marca Boudoir sugere que a poderosa executiva do mundo da moda teria sido vítima de um crime violento. A investigação conduzida pelo detetive Park Mu-gyeong gira em torno dessa hipótese.

No entanto, o desfecho revela que o corpo não era de Sarah, mas de Kim Mi-jeong, uma artesã talentosa que produzia as bolsas da Boudoir. Ressentida com a ascensão meteórica da empresária e obcecada pela vida luxuosa que ela representava, Mi-jeong tentou assumir o lugar da chefe.

O confronto entre as duas ocorre durante a festa de lançamento da marca, e Sarah acaba matando Mi-jeong em meio ao embate. Depois, ela encena a própria morte para inverter os papéis.

Protagonista de A Arte de Sarah em cena dramática do episódio final da série da Netflix
Sarah Kim enfrenta as consequências de sua decisão no último episódio de A Arte de Sarah (foto: Reprodução/Netflix)

Sarah sempre foi quem dizia ser?

Desde os primeiros episódios, a série sugere que Sarah construiu sua identidade sobre lacunas. Não há registros claros de seu passado, seus documentos apresentam inconsistências e diferentes versões de sua história surgem ao longo da investigação. A dúvida passa a ser central: Sarah era uma golpista ou uma mulher que reinventou a própria vida?

O roteiro nunca entrega uma resposta definitiva. O que fica claro é que “Sarah Kim” é, acima de tudo, uma construção. A personagem entende o poder da narrativa social e sabe que status, dinheiro e imagem podem ser mais sólidos do que a verdade. Ao final, a série sugere que identidade, para ela, sempre foi uma ferramenta estratégica.

Por que ela confessa o crime como Kim Mi-jeong?

O momento mais impactante do final acontece quando Sarah confronta o detetive Park. Sem provas concretas sobre quem é quem, a situação se torna um dilema jurídico. Se o corpo encontrado é oficialmente o de Sarah Kim, então quem está diante dele só pode ser Kim Mi-jeong.

É nesse ponto que a protagonista toma sua decisão mais radical. Para preservar a marca Boudoir e garantir que o império construído continue intacto, ela assume formalmente a identidade de Mi-jeong e confessa o assassinato de “Sarah Kim”.

O que o final realmente significa?

O desfecho de A Arte de Sarah não trata apenas de crime ou punição. A série propõe uma reflexão sobre o preço da ascensão social e sobre até que ponto alguém pode moldar a própria identidade para alcançar poder. Ao escolher desaparecer como indivíduo para eternizar sua marca, a protagonista mostra que, para ela, legado vale mais do que liberdade.

A ambiguidade final também mantém espaço para possíveis continuações. Embora a história principal seja encerrada, a trajetória da Boudoir e o futuro da personagem após a prisão permanecem em aberto. O suspense termina, mas o debate sobre quem Sarah realmente era continua.

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Estudante de jornalismo e apaixonado por cultura pop. Escrevo sobre séries, filmes e tudo que movimenta o entretenimento no Séries em Cena. E-mail: igor@seriesemcena.com.br