O que dizer dessa sexta temporada de Arrow? Bom… Medíocre. Mas acho que é esperado quando toda a obra não passa disso, uma série medíocre. Me surpreendo comigo mesmo dizendo isso já que ano passado eu estava aqui nesse mesmo site enchendo essa série de elogios após uma virada incrível que ela tinha dado com sua excelente 5ª temporada, e muito por isso estive ansioso pelo sexto ano, que quando chegou estava até legal, mas quanto mais a estória se desenvolvia mais pobre o enredo se mostrava.

Então novamente; Medíocre, desnecessária, cansativa e sem inspiração. Está aí, um resumo da sexta temporada de Arrow. Fica difícil escrever um texto argumentativo quando nem há mais o que argumentar.

Na sexta temporada de Arrow, Oliver Queen (Stephen Amell) se pega lutando contra o gênio da tecnologia Cayden James (Michael Emerson), aquele cara que a Felicity (Emily Bett Rickards) ajudou a Helix soltar da custódia da A.R.G.U.S. na quinta temporada. Até que a gente descobre que o verdadeiro vilão da temporada seria o traficante Ricardo Diaz (Kirk Acevedo), que até então era um ninguém mas por sabe-se lá o motivo alguém da produção da série achou que era uma boa ideia fazer um plot-twist sem muito sentido. Um vilão que até os últimos episódios você não sabe quais são suas motivações e os motivos dele estar atrás do Arqueiro, então temos aqui o clássico vilão que é malvado sem nenhum motivo aparente.

Além de ter um terrível vilão (em todos os sentidos) tomando Star City, Oliver ainda precisa enfrentar a separação de sua equipe. O que poderia ter sido um grande evento dentro do cânone da série, se tivesse sido bem feito. A preguiça e o roteiro porco e repetitivo tornaram o acontecimento em algo que nem os maiores fãs da série estavam conseguindo digerir. Estava tudo mal feito, o argumento do Time B (Dinha Drake, Rene Ramirez e Curtis) para a separação não fazia sentido e ao invés de incitar um embate ideológico ou coisa do tipo a unica coisa que incitou foi a raiva em quem estava assistindo. E eu acho que isso diz muita coisa.

Essa não foi a pior temporada de Arrow e sim, tiveram alguns bons episódios no começo e os últimos episódios foram bons também. Mas esse é justamente o que está errado. Tudo bem uma temporada começar fraca, mas se todo o desenvolvimento é fraco também, assistir tudo aquilo não se justifica.

Com um final que muda a série permanentemente e a perda de mais um membro do elenco original da primeira temporada, Arrow termina sua sexta temporada de uma forma peculiar e de certa maneira “surpreendente”. Agora com uma nova showrunner, resta-nos esperar que ela faça um trabalho melhor que o anterior, Marc Guggenheim.