REVIEW: A Maldição da Freira — Séries em Cena

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REVIEW: A Maldição da Freira

 

A temática de freiras nos filmes de terror tem se tornado cada vez mais frequente. E é baseado neste tema que a PlayArte Pictures, resolveu desenvolver o seu novo filme.

A Maldição da Freira, tem o nome em inglês de “The Devil’s Doorway” (“O Portal do Diabo”), que é mais coincidente com a história do filme, é uma história baseada em fatos reais executada nos padrões de documentários antigos. Inclusive, com um formato quadrado 4:3 que, aliado à uma qualidade aproximada do VHS e found footage, como o clássico ‘A Bruxa de Blair’, torna a experiência do filme mais imersiva.

Dirigido por Aislinn Clarke, o filme se passa em 1960. Quando dois padres são enviados para um lar na Irlanda de mulheres órfãs, grávidas, solteiras e com distúrbios mentais para investigar um acontecimento milagroso (uma imagem da Virgem Maria que chora sangue), descobrem, ao chegar lá, muito mais que um possível milagre.

O Padre Thomas Riley (Lalor Roddy) é um padre cético que por vezes, diz não acreditar em milagres e nos acontecimentos por pensar que tudo é uma armação e que possui explicação natural. Contudo, na medida em que o seu personagem se depara com os acontecimentos, ele vai aumentando a sua fé no sobrenatural. John Thornton (Ciaran Flynn) é um padre jovem e o responsável pelas filmagens, que se apresenta como o maior crente em toda a história.

No decorrer do enredo vamos explorando melhor o Asilo de Madalena. Conhecemos a figura marcante da madre superiora (Helena Berren) cheia de mistérios e segredos obscuros da igreja, que se tornam um apoio para que as práticas de maltrato e castigos severos nas mulheres, aconteçam ali. Na maioria das vezes em que a Madre conversa com o Padre Thomas, o tom crítico contra a Igreja Católica e a prática de alguns de seus membros, deixa a história mais polêmica.

O filme começa a ganhar força quando o Padre Thomas encontra com Kathleen (Lauren Coe), uma adolescente grávida com sinais de possessão demoníaca que era trancada em uma área restrita da casa. O mistério envolta da sua gravidez e da sua vida vai construindo melhor o clima de terror, suspense e dúvidas sobre o que realmente está acontecendo com ela.

O longa consegue apresentar para o público uma boa história que vai sendo desenrolada na medida certa e de forma envolvente. O estilo de filmagem, apesar de ser um pouco cansativo e pesado, é essencial para a imersão das pessoas no enredo e nas condições que os personagens vivem, como na cena que os padres estão no escuro e apenas uma lanterna da câmera os permitem ver as coisas, quem assiste também passa por esse problema de, neste momento, ver apenas com a luz da lanterna piscando por estar com bateria fraca.

As cenas de ‘Jump scare‘ não são muito elaboradas. A trilha sonora não foi preparada para forçar o susto, não! O filme trabalha com efeitos práticos e muito terror psicológico, onde o próprio contexto deixa a cena assustadora e tensa.

Infelizmente, o filme não consegue se desvincular de muitos clichês conhecidos do gênero como no tema de exorcismo, espírito de mortos, crianças e uma pessoa cética, como no filme “O Ritual” que um padre começa a crer em possessão. O longa tem um final inesperado e um tanto que decepcionante, acabando sem concluir com certeza o que acontece com os investigadores do Vaticano e deixando aberto a possibilidade para uma segunda parte.

Ficha Técnica: A Maldição da Freira

Gênero: Terror
Estreia: 28/02/2019
Direção: Aislinn Clarke
Elenco: Lalor Roddy, Ciaran Flynn, Helena Bereen, Lauren Coe

Confira o trailer:


7.5