Conforme os episódios vão sendo exibidos, a narrativa da série vai caminhando em conjunto e sendo cada vez mais objetiva: neste terceiro episódio, dando sequência na busca de Ptonomy e Dra. Melanie em descobrir os poderes e motivos de David, cada vez mais consegue-se ir a fundo da real trama da série.

Essa vibe introdutória e de apresentações que Legion tem mostrado é comum e é uma boa jogada para poder cativar os espectadores e fazer com que continuem assistindo, principalmente essa abordagem e como isso está sendo tratado na série é o que está fazendo-a ficar em constante evolução e não estagnando como algumas séries estreantes costumam fazer, se perdendo a cada episódio.

A narrativa lenta, aumentando o ritmo gradativamente, dá espaço pro efeito surpresa cada vez que temos novos elementos inseridos dentro dos episódios, como por exemplo a levitação de David na sala médica e quando ele e Syd observa, como fantasmas, a mãe dele sendo questionada. Isso pode ser o maior ponto positivo da série até aqui, como já ressaltado, tratando os mutantes de um jeito mais humanizado e menos caricato como eram os do cinema.

É de suma importância também analisar os elementos horrificantes que a série volta e meia tem mostrado. Aqueles bonecos correndo atrás de Syd e o monstro de olhos amarelados que David sempre vê talvez sejam representações sutis dos medos profundos dos personagens que Legion tem mostrado com subjetividade e delicadeza e que logo a narrativa poderá deixar explícito.

A verdade é que David tem trazido pesadelos em todas essas viagens que Melanie e Ptonomy fazem em suas lembranças e tenho pra mim que esses pesadelos, medos e lembranças encontrados serão os pilares da trama num futuro próximo de Legion.

A cada hora exibida na TV a série tem se mostrado capaz de ficar por alguns anos na grade da FX e queremos sim que isso aconteça, porque ser cancelada com essa montanha de pontas soltas não seria legal, não.