“The Gifted”: mutantes bem representados na TV
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“The Gifted”: mutantes bem representados na TV

Depois do sucesso da primeira temporada de “Legion”, “The Gifted” chegou às telinhas com a intenção de expandir ainda mais o universo cinematográfico dos X-Men.

A série gira em torno da família Strucker, quando os pais Reed (Stephen Moyer) e Kate (Amy Acker) descobrem que seus filhos, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes White), são mutantes.

Após um incidente envolvendo Lauren e Andy, a família Strucker entra na mira do Serviço Sentinela, uma organização especial da polícia para combater mutantes criminosos, e se veem obrigados a fugir do país. Para conseguir escapar em segurança, a família se junta à Resistência Mutante, que vive em constante conflito com o Serviço Sentinela. A partir daí, a história de The Gifted” começa a se desenvolver.

Atualmente a série se encontra na metade da primeira temporada, ou quase – está no sexto episódio de 13 que foram encomendados para o primeiro ano -. Até aqui, “The Gifted” vem se destacando pelos personagens fortes como Marcos (Sean Tale), o mutante Eclipse, Lorna (Emma Dumont), de nome mutante Polaris e com poderes de controlar qualquer tipo de metal, assim como seu pai – sim, a Polaris é filha do Magneto -, John (Blair Redford), o Pássaro Trovejante, Clarice (Jamie Chung), a Blink, aquela mesma que já vimos no cinema em “X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido” e Jace Turner (Coby Bell), o agente do Serviço Sentinela.

Os mutantes Polaris (Emma Dumont) e Eclipse (Sean Tale) combinando seus poderes. Foto: Divulgação

Vale também destacar que o episódio piloto foi dirigido por Bryan Singer, que dirigiu os dois primeiros filmes da franquia dos X-Men, além de “X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido” e “X-Men: Apocalipse”. Ah, e não podemos esquecer de mencionar que, como já é de praxe em qualquer produção da Marvel, o nosso querido Stan Lee se faz presente no primeiro episódio também.

“The Gifted” traz à tona a velha discussão social que permeia as histórias dos X-Men desde a sua criação: o preconceito e a repressão. A série consegue unir essa premissa clássica dos mutantes junto às ótimas interações dos protagonistas, abordando o enfrentamento dos subjugados sociais contra as autoridades de uma maneira mais realista, pensando em um universo onde grande parte da população possui o gene X e precisa lutar para sobreviver.

Andy Strucker (Percy Hynes White) liberando todo o seu poder. Foto: Divulgação

E para a grande felicidade dos fãs, “The Gifted” é lotada de referências ao grupo clássico dos X-Men. Em alguns diálogos, os mutantes citam que os X-Men e a Irmandade estão desaparecidos, reiterando a participação dos heróis no mesmo universo da série. Lorna, a Polaris, uma das protagonistas, é filha de Magneto, como já mencionado anteriormente, e os criadores da série já falaram que isso será abordado futuramente. Além disso, o sobrenome Strucker está ligado ao Barão Von-Strucker, vilão clássico das histórias da Marvel, mas que tem os seus direitos ligados à Marvel Studios no universo cinematográfico.

A série está se consolidando com uma ótima primeira temporada até então, com perspectiva para perdurar por mais alguns bons anos. Com certeza veremos mais referências e ligações aos mutantes mais famosos e, quem sabe, até uma participação especial de algum X-Men clássico? As possibilidades são remotas, mas não custa sonhar.

“The Gifted” é exibida pelo canal pago Fox às segundas-feiras nos Estados Unidos, chegando ao Brasil com apenas um dia de diferença, às terças-feiras, também pela Fox.